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Finanças
O AL5 Amaggi, banco da família Maggi, está semeando os próximos passos do seu projeto de expansão. Depois de avançar no crédito ao agro e iniciar operações de CPR em dólar, a instituição avalia novas frentes de maior sofisticação financeira, sempre em áreas adjacentes à cadeia de atuação da Amaggi. O movimento mais natural passa por câmbio, hedge e proteção de preços. A CPR em dólar funciona como porta de entrada para esse mercado: ao alinhar o financiamento à moeda de comercialização da produção, o banco reduz o descasamento cambial do produtor e abre espaço para oferecer instrumentos de proteção mais rebuscados. É um solo fértil que os Maggi querem cultivar. Na prática, o AL5 pode ampliar sua atuação para travas de preço, soluções cambiais, derivativos simplificados e estruturas financeiras ligadas à exportação de soja, milho, algodão e café.
Outro flanco em análise seria o trade finance. A presença da Amaggi em originação, comercialização de grãos, processamento, logística fluvial, operações portuárias e insumos cria uma plataforma natural para o banco financiar não apenas o produtor, mas também os fluxos comerciais e físicos do agronegócio. O que se ouve no mercado é que nesse cardápio podem entrar operações de pré-pagamento de exportação, financiamento de estoques, recebíveis de exportação e crédito para empresas conectadas ao escoamento de commodities.
O avanço do AL5 Amaggi já começa a ganhar tração concreta nos números. Em 2025, o banco registrou crescimento de cerca de 34%, mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo, tendo ultrapassado a marca de R$ 1 bilhão em desembolsos no agro. A instituição mantém um plano agressivo de expansão, com meta de atingir R$ 10 bilhões em carteira de crédito até 2030. Como parte dessa estratégia, iniciou operações de CPR em dólar, mirando cerca de R$ 300 milhões nessa modalidade apenas na safra 2026/27.
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