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Política
A Embrapa, um dos raros cases de sucesso do Brasil em inovação, está no meio de um cabo de guerra político. No centro, a disputa pela recém-criada diretoria de Negócios. Em abril, o nome de Alexandre Alonso, atual chefe da Embrapa Agroenergia, foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal. No entanto, a nomeação está parada na mesa de André de Paula, ministro da Agricultura. O que se diz em Brasília é que o ministro é contrário à indicação de Alonso, menos por decisão própria e mais para atender a pressões da bancada ruralista. Os parlamentares ligados ao agro querem ter influência direta sobre a escolha. A cobiça se deve, e muito, ao potencial de “fertilidade” do novo cargo. A diretoria de Negócios, como o nome sugere, terá, entre suas atribuições, captação de recursos, estruturação de parcerias privadas, licenciamento de tecnologias e administração de royalties. Ou seja: espera-se que seja uma fonte de capital para a Embrapa. A bancada ruralista não quer ficar fora da sala onde serão negociadas fontes de financiamento da estatal.
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