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Depois de fechar a compra da Desktop por cerca de R$ 4 bilhões, a Claro já enxerga um segundo movimento no tabuleiro: o spin-off de sua operação de fibra óptica em uma empresa à parte. A nova arquitetura permitiria à mexicana América Móvil, sua controladora, destravar valor do negócio de banda larga no Brasil, hoje diluído dentro da operação integrada de telecom. Os planos sobre a mesa passam pela atração de um investidor financeiro ou mesmo por um IPO da nova companhia. Nessa hipótese, a Claro reduziria a necessidade de desembolsar capex próprio — em um segmento que consome bilhões por ano — sem abrir mão do controle societário. A operação parte de uma base robusta. Com a incorporação da Desktop, a Claro passa a orbitar a casa de 12 milhões de acessos fixos, em um mercado brasileiro que já supera 45 milhões de conexões, sendo mais de 70% em fibra óptica. Trata-se de um ativo com alta previsibilidade de receita: o ARPU médio do setor gira entre R$ 80 e R$ 110, com churn relativamente baixo em áreas maduras.
O benchmarking que vem de fora estimula os planos da Claro de cindir seu negócio de fibra óptica. No exterior, operações similares feitas recentemente — como as segregações realizadas por Telefónica e TIM— foram precificadas entre 10 e 15 vezes o Ebitda, em alguns casos com participação relevante de fundos como KKR, Macquarie e CDPQ. Procurada pelo RR, a Claro não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
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