Arquivos Aegea - Relatório Reservado

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Mercado

O que Alfredo Setubal não disse sobre a Aegea

14/05/2026
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Ao se referir ao buraco contábil de R$ 5 bilhões da Aegea como um “susto” – em entrevista publicada ontem pelo Pipeline, do Valor Econômico -, o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, valeu-se de um malabarismo semântico. Para os Setúbal, a crise da empresa de saneamento teve a força de um abalo sísmico, gerando fissuras na relação entre a Itaúsa, detentora de 13% do capital, e os demais acionistas, a Equipav e o GIC, fundo soberano de Cingapura. O que se diz no mercado é que a holding dos Setúbal quer distância do negócio e estaria apenas aguardando a primeira janela de oportunidade para se desfazer da sua participação. Além de ter sido obrigada a fazer um ajuste em seu próprio balanço da ordem de R$ 700 milhões, a Itaúsa se viu arrastada para a crise de credibilidade da Aegea, agravada pelas suspeições de inconsistências contábeis que se espalharam pelo mercado.

As perdas financeiras se somam a um abalo reputacional: independentemente de maior ou menor participação na gestão e responsabilidade sobre a governança da Aegea, o tratamento sanitário que precisou ser dado às demonstrações contábeis da companhia respingam sobre a imagem da Itaúsa. Logo após a republicação do balanço, os Setúbal, inclusive, teriam cobrado mudanças na gestão da Aegea – conforme o RR informou (Leia aqui). A empresa reapresentou suas demonstrações financeiras e reduziu em cerca de R$ 5 bilhões o patrimônio líquido consolidado, de R$ 11,4 bilhões para R$ 6,4 bilhões. O problema, para os Setúbal, não é apenas o tamanho da baixa. É o que ela revela — ou pode revelar — sobre a qualidade dos controles, a governança e a confiabilidade dos números da Aegea.

#Aegea

Destaque

Aegea e Orizon negociam fusão no tratamento de resíduos

30/04/2026
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O RR apurou que a Aegea e a Orizon negociam uma associação na área de gestão de resíduos sólidos. Segundo fontes próximas às duas empresas, as tratativas envolvem a combinação de ativos de destinação final, notadamente aterros sanitários. O acordo contemplaria ainda projetos de valorização de resíduos, leia-se geração de energia a partir de biogás. Ou seja: alcançaria de ponta a ponta a cadeia econômica dos resíduos, da coleta e tratamento de lixo à sua monetização energética. Trata-se, portanto, de um negócio que, já na partida, pode chegar a uma receita líquida anualizada de R$ 3,6 bilhões e a um Ebitda da ordem de R$ 1,2 bilhão. A aproximação entre as duas companhias se dá em meio a um processo de consolidação de um setor já bastante concentrado. Que o digam os próprios controladores da Orizon, Milton Pilão Jr. e Ismar Assaly, respectivamente CEO e chairman da empresa. A companhia protagonizou, no último mês de dezembro, uma das maiores operações de M&A já realizadas nesse mercado: a compra da Vital, junto à Queiroz Galvão, por R$ 3 bilhões. Com a aquisição, a Orizon praticamente duplicou de tamanho: saiu de 18 para 30 aterros sanitários e atingiu cerca de R$ 3 bilhões de receita anual e Ebitda na casa de R$ 1 bilhão. Procurada pelo RR, a Aegea não quis comentar o assunto. Também consultada, a Orizon não retornou até o fechamento desta matéria.

A Aegea, leia-se Equipav, GIC, fundo soberano de Cingapura e a família Setúbal, também fez um movimento agudo ano passado: a aquisição da Ciclus Ambiental, até então pertencente à Simpar, de Fernando Simões, por R$ 1,9 bilhão – R$ 1,1 bilhão em equity value e R$ 800 milhões em dívidas. Com isso, assumiu o CTR Seropédica, o maior centro de tratamento de lixo do Brasil e uma planta responsável pela produção de 60% de todo o biometano de resíduos consumido no país. Um ótimo negócio? Sim, mas até a página 3. O que se diz no mercado é que a Aegea pagou caro pelo ativo e agora precisa remontar o negócio com um parceiro que entende do riscado, como é o caso da Orizon. Além disso, como se sabe, a empresa de saneamento do trio Equipav, GIC e Setúbal não vive um momento dos mais prósperos. Há muitos resíduos financeiros a serem removidos. A Aegea enfrenta uma crise de confiança no mercado, impulsionada, sobretudo, pela sua alavancagem. A relação dívida líquida/Ebitda bateu em 3,78 vezes no fim de 2025, aproximando-se do máximo de quatro vezes fixado nas cláusulas de financiamento. Nesse contexto, a eventual associação com a Orizon seria também uma forma de dividir a conta dos investimentos no negócio de aterros sanitários e preservar liquidez. Mais do que isso: seria uma maneira de a Aegea manter exposição a um ativo estratégico sem carregar sozinha não apenas o capex, mas também a curva de aprendizado e o risco de execução de um negócio que, embora adjacente ao saneamento, tem dinâmica própria. Para a Orizon, por sua vez, a associação teria outro apelo: acesso a um dos ativos mais cobiçados do setor e eventual reforço em uma frente de negócios — valorização energética dos resíduos — que pode se tornar cada vez mais relevante na composição de margem das empresas de destinação final. Ou seja: é um jogo de ganha-ganha.

#Aegea

Destaque

A outra crise da Aegea: Itaúsa cobra mudanças na gestão

17/04/2026
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A Aegea enfrenta uma crise dentro da crise. A erosão reputacional provocada pela demora na divulgação das demonstrações financeiras de 2025 parece ter sido a gota que faltava para transbordar o copo das tensões societárias na empresa. Segundo informações que circulam no mercado, a Itaúsa, dona de 13% do capital, defende mudanças no management da companhia. Na linha de tiro estariam o próprio CEO, Radamés Andrade Casseb, e o vice-presidente Administrativo Financeiro, André Pires de Oliveira. A insatisfação dos Setúbal com os rumos da Aegea não vem de hoje, de acordo com uma fonte próxima à empresa. Seria uma conta de juros compostos, um acúmulo decorrente, sobretudo, do crescente nível de alavancagem da companhia – a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 3,8 vezes no fim do ano passado. A crise de credibilidade deflagrada nas últimas semanas, a partir dos sucessivos adiamentos na apresentação dos resultados, fez o copo extravasar. Na Itaúsa, prevalece o entendimento de que a Aegea precisa tomar decisões mais agudas como resposta à desconfiança do mercado em relação aos rumos e, em última instância, à própria governança da empresa. É uma cobrança que aumenta o grau de tensionamento interno. A ofensiva sobre a gestão executiva, notadamente sobre Casseb, já cria, por si só, uma zona de fricção com a Equipav, maior acionista da Aegea, com 52%. O CEO da holding de concessões de saneamento é egresso da Equipav e homem de confiança dos acionistas do grupo, as famílias Toledo e Vettorazzo. Nesse contexto, o fiel da balança para eventuais mudanças na direção da Aegea pode vir a ser o GIC, fundo soberano de Cingapura, dono de 35% da empresa.

Procuradas pelo RR, Aegea e Equipav não se manifestaram até o fechamento desta matéria. Também consultada, a Itaúsa limitou-se a reproduzir o Fato Relevante no qual informou ao mercado ter feito um ajuste contábil de R$ 700 milhões em seu próprio balanço por conta de “revisões” e “reavaliações de estimativas” nas demonstrações financeiras da Aegea. O valor em si é um grânulo de areia para o conglomerado dos Setúbal – como, aliás, o grupo fez questão de enfatizar no Fato Relevante, ao classificar o ajuste contábil como “imaterial para a holding, que encerrou o exercício de 2025 com um patrimônio líquido de R$ 89 bilhões”. No entanto, a crise de desconfiança do mercado em relação à Aegea já gerou uma perda bem material: a empresa de saneamento se viu obrigada a adiar seu IPO para 2027. É um duro revés para Equipav, GIC e Itaúsa. O trio trata o IPO como uma peça central para viabilizar o plano de investimentos da empresa, uma fatura de R$ 45 bilhões em desembolsos até 2033. É uma conta grande demais para ser fechada apenas com emissão de dívida.

Não bastassem os danos tangíveis, a crise da Aegea carrega um forte impacto simbólico para a empresa e seus acionistas. Os seguidos adiamentos da divulgação do balanço provocaram no mercado uma onda de ilações sobre o compliance da companhia, até mesmo com especulações sobre a existência de possíveis inconformidades contábeis ou riscos de ordem legal. Até mesmo ossadas do passado foram exumadas. Entre os investidores não faltou quem lembrasse que a Aegea já esteve no centro de situações delicadas. Em 2021, por meio de um acordo de leniência firmado com o MPF, a empresa comprometeu-se a indenizar a União em R$ 439 milhões pelo pagamento de propina a agentes públicos entre 2010 e 2018. A Aegea só tornou público o acordo em fevereiro deste ano. 

#Aegea

Empresa

Itaúsa ensaia a coreografia da sua saída da Aegea

4/02/2026
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Os Setúbal ensaiam uma lenta e gradual saída da Aegea. O desinvestimento se daria em duas partes. A primeira com o iminente aumento de capital da empresa, aprovado em dezembro. No mercado, há informações de que a Itaúsa não está disposta a acompanhar o aporte, o que diluiria sua participação, hoje de 13%. O passo definitivo para a sua retirada do negócio ocorreria com o prometido IPO da Aegea – ainda sem data. Consta que, entre os acionistas da companhia de saneamento, os Setúbal são os principais defensores da oferta de ações em bolsa, justamente porque ela lhes daria uma porta para a rua. Consultada, a Itaúsa não quis se manifestar.
Quem também deve reduzir sua posição com o aumento de capital da Aegea é a Equipav, acionista majoritária da empresa de saneamento, com 53%. Uns descem, outros sobem. Do outro lado da gangorra societária está o GIC, fundo soberano de Cingapura, que pretende não apenas atender à chamada de capital, mas aumentar sua fatia acionária, atualmente de 19%. Ao todo, o aporte na Aegea deve chegar a R$ 1,2 bilhão. A injeção de recursos acontece no momento em que o setor fervilha diante dos preparativos para a oferta secundária de ações da Copasa, que pode atingir R$ 10 bilhões. A Aegea está na disputa para entrar como investidor estratégico na operação. Tem a concorrência de grandes players da área de private equity, como Kinea, curiosamente ligado ao Itaú, e Perfin.

#Aegea #Itaúsa

Infraestrutura

Minas Gerais coloca licitação de saneamento na praça

1/10/2025
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O governo de Minas Gerais pretende lançar em outubro o edital para a licitação de PPPs que ficarão responsáveis pelo serviço de saneamento em 80 municípios do estado. Os investimentos privados somam R$ 8 bilhões. Segundo informações filtradas pelo RR, o governo mineiro já mantém conversas preliminares com potenciais candidatos, como a BRK Ambiental e Aegea. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, no setor, o leilão é visto como um sinal de que o próprio governador Romeu Zema não leva muita fé na possibilidade de privatização da Copasa, a empresa de saneamento de Minas Gerais. Na semana passada, Zema encaminhou o projeto de venda da estatal à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O que a Casa vai fazer com a proposta ainda é uma grande incógnita.

#Aegea #BRK Ambiental

Destaque

As águas da Iguá e da Aegea correm na mesma direção

20/08/2025
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Há uma crônica da fusão anunciada sendo escrita no setor de saneamento. Menos por oportunidade e mais por necessidade, diga-se de passagem. Pressões financeiras de parte a parte estão empurrando os acionistas da Iguá e da Aegea para a mesa de negociações, em torno de uma possível combinação de ativos.

De um lado, as canadenses CPP Investments e AIMCo (Alberta Investment Management Corporation), além da BNDESPar; do outro, Equipav, GIC, fundo soberano de Cingapura, e Itaúsa. Há um ponto de interseção entre os investidores: o entendimento de que será difícil as duas companhias honrarem seus investimentos obrigatórios sem um reforço da estrutura de capital e aumento de escala.

A Iguá terá de desembolsar mais de R$ 50 bilhões em suas concessões nos próximos 35 anos – a maior parte no Rio de Janeiro, algo em torno de R$ 32 bilhões. No caso da Aegea, os aportes exigidos giram em torno de R$ 30 bilhões.

A situação da Iguá é ainda mais preocupante por conta da sua alavancagem. No balanço de junho, a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 12 vezes, contra um múltiplo de 7,3 em junho do ano passado. Trata-se de um dos maiores índices entre as companhias abertas brasileiras, bem superior até mesmo ao de empresas em recuperação judicial, como Azul e Coteminas.

A insatisfação dos acionistas com os rumos da Iguá, até então mantida a portas fechadas, transbordou na semana passada, quando a empresa anunciou a saída de Roberto Barbuti do cargo de CEO, substituído por René Silva. Procurada pelo RR, a Iguá não retornou até o fechamento desta matéria. Também consultada, a Aegea não quis comentar o assunto.

Não obstante o senso de premência que aproxima as duas empresas, a costura do M&A entre a Iguá e Aegea tem suas complexidades. A principal delas é acomodar os interesses cruzados e não necessariamente convergentes dos acionistas.

Do lado da Iguá, o que se diz no mercado é que tanto a AIMCo quanto a BNDESPar pretendem reduzir sua posição ou mesmo vender integralmente sua participação. Ou seja: apenas a CPP Investments – principal acionista, com 66,5% do capital – estaria disposta a permanecer no negócio.

Em relação à Aegea, informações filtradas pelo RR apontam para o desejo da Itaúsa de usar a eventual fusão como porta de saída. Por sinal, os próprios Setubal já deram pistas nessa direção. O diretor-presidente da Itaúsa, Alfredo Setúbal, já defendeu em diferentes ocasiões o IPO da Aegea, o que foi interpretado pelo mercado como a busca de uma janela para deixar a companhia.

Nesse xadrez societário, com mais jogadores dispostos a deixar do que a permanecer no tabuleiro, CPP Investments e GIC despontam como regentes das tratativas para uma possível fusão e potenciais candidatos a uma posição de comando na nova empresa que venha a ser criada com a associação entre Iguá e Aegea.

Desse encontro das águas surgiria o maior grupo privado da área de saneamento do país, com receita líquida superior a R$ 12 bilhões e geração de caixa acima de R$ 7 bilhões por ano.

#Aegea #Iguá

Destaque

Nova capitalização da Aegea opõe GIC e Itaúsa

16/04/2025
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A Aegea enfrenta as dores do crescimento. A vitória no leilão de saneamento do Pará, na semana passada, aumentou a pressão sobre a companhia no que diz respeito à necessidade de reforço da sua estrutura de capital. Esse é um assunto sensível interna corporis. Entre os sócios – GIC, fundo soberano de Cingapura, Itaúsa e Equipav – há um consenso de que a empresa precisa levantar um volume expressivo de recursos para fazer frente à crescente exigência de investimentos em suas concessões.

O que não existe é convergência em relação à forma. De acordo com informações filtradas pelo RR, o GIC – um colosso soberano com mais de US$ 800 bilhões em ativos e detentor de 19% do capital votante da companhia – é favorável a um novo aporte dos acionistas ainda neste ano, mais substancial do que o realizado em março. Há cerca de um mês, os três investidores injetaram R$ 420 milhões na Aegea. Dessa vez, a cifra ultrapassaria a marca de R$ 1 bilhão.

Ocorre que a ideia de uma nova capitalização em um curto espaço de tempo não teria a simpatia da Equipav e, sobretudo, da Itaúsa, donos, respectivamente, de 71% e 10% das ações ordinárias. O GIC quer aumentar sua participação na Aegea. A capitalização seria também um oportuno instrumento adotado pelos asiáticos para eventualmente forçar a diluição da fatia acionária dos demais sócios.

Mas, estratégia por estratégia, a Itaúsa também tem a sua. A holding da família Setúbal reza por outra cartilha: quer o IPO da Aegea, mesmo que a operação possa demorar algum tempo devido às condições adversas do mercado. E não esconde o seu voto de ninguém.

No fim do ano passado, em entrevista ao Valor Econômico, o diretor-presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, defendeu a abertura de capital da Aegea em bolsa. No mercado, o que se diz é que a Itaúsa enxerga o IPO como uma porta para reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua posição acionária na Aegea. Ou seja: ao contrário do GIC, os Setúbal não estariam dispostos a colocar mais dinheiro novo, mas, sim, a realizar o que já investiram. Procurada pelo RR, a Aegea não quis comentar o assunto.

Também consultada, a Itaúsa não se manifestou. A capitalização de março, ressalte-se, ocorreu antes do leilão de saneamento do Pará. Por mais que a participação da Aegea no certame já estivesse precificada no aporte, o resultado da licitação ficou acima do esperado e trouxe uma nova realidade para a empresa. É hora de fazer contas e mais contas.

A Aegea arrematou três dos quatro blocos ofertados pelo governo paraense. Com isso, assumiu um pacote de investimentos superior a R$ 15 bilhões, além do pagamento de R$ 1,4 bilhão em outorgas. Esse valor se soma aos mais de R$ 66 bilhões em desembolsos obrigatórios assumidos pela companhia em suas demais concessões, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Piauí.

Até o momento, a Aegea tem buscado funding essencialmente em operações de debt, mas tudo tem limite. Essa estratégia trouxe como um inexorável efeito colateral a escalada do nível de alavancagem. Entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, a relação dívida líquida/Ebitda saiu de 3,7 para 4,3 vezes. E segue em curva de alta.

#Aegea

Empresa

Itaúsa espreita a porta de saída da Aegea

3/12/2024
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Há informações no setor de saneamento da disposição da Itaúsa em vender parte ou mesmo a totalidade da sua participação de 13% na Aegea. Nesse caso, é mais do que sintomática a entrevista do diretor-presidente da holding, Alfredo Setubal, ao Valor Econômico, publicada no último dia 13. Na ocasião, Setubal disse que “a Itaúsa vê com bons olhos” o IPO da Aegea. Os mesmos olhos, ao que tudo indica, que querem enxergar uma porta de saída da empresa. Procurada pelo RR, a Itaúsa não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

#Aegea

Saneamento

Aegea volta à fonte do BNDES em busca de mais liquidez

11/11/2024
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O que se diz e o que ouve nos corredores do BNDES é que a Aegea negocia um novo empréstimo com o banco. Os recursos seriam destinados à concessão de saneamento do Piauí, arrematada no fim de outubro. A empresa terá de investir pouco mais de R$ 8,5 bilhões nos próximos dez anos. Ressalte-se que a Aegea já obteve junto ao BNDES um financiamento de R$ 19 bilhões para a sua maior operação: os blocos 1 e 4 da concessão de saneamento no estado do Rio de Janeiro. Consultados, Aegea e BNDES não se pronunciaram.

#Aegea #BNDES

Infraestrutura

Aegea quer o saneamento de Pernambuco para fechar recentes feridas

9/09/2024
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A pressão na Aegea aumentou. Entre os acionistas – uma turma de pesos-pesados formada por Itaúsa, GIC, fundo soberano de Cingapura, e Equipav -, o entendimento é que a empresa terá de entrar com tudo nos próximos leilões de saneamento. O alvo considerado primordial é a concessão de Pernambuco, com previsão, sublinhe-se “previsão, de ser leiloada no primeiro trimestre de 2025, assim como a do Pará. Os sócios da Aegea entendem que a companhia precisa chacoalhar as expectativas do mercado e provar que é um player competitivo. É necessário dissipar a percepção de que a empresa perdeu fôlego após arrematar os lotes 1 e 4 da Cedae e a gaúcha Corsan. Só no Rio de janeiro a conta dos investimentos obrigatórios chega a R$ 30 bilhões nos 35 anos de contrato, até 2056. A Aegea passou os últimos dois meses tentando convencer investidores e analistas que tem futuro mesmo sem a Sabesp – em cima da hora, a empresa desistiu de participar do leilão. Agora, guardadas as devidas proporções, talvez tenha de gastar outro tanto explicando seus planos após perder para a Iguá a disputa pela operação de saneamento do Sergipe, a última grande licitação do setor no ano. Procurada, a Aegea não se manifestou.

#Aegea

Infraestrutura

PPP do saneamento no Espírito Santo começa a sair do papel

26/07/2024
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O governo do Espírito Santo pretende realizar ainda neste ano o primeiro dos dois leilões de Parcerias Público Privadas (PPPs) na área de saneamento. Há informações no setor de que assessores do governador Renato Casagrande vêm mantendo conversações com potenciais candidatos, como Aegea e Equatorial. A ideia é ofertar primeiramente o Bloco 1, que abrange 35 municípios, inclusive a capital Vitória. O investimento previsto é da ordem de R$ 1 bilhão.

#Aegea #Equatorial #Parcerias Público Privadas

Infraestrutura

Paraguai busca investidores para a área de saneamento no Brasil

9/01/2024
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Está surgindo uma nova privatização na área de saneamento no Brasil. Bancos com mandato do governo da província paraguaia do Alto Paraná têm sondado empresas privadas do lado de cá da fronteira sobre o interesse em participar do leilão do serviço de água e esgoto local. Aegea e Iguá estão entre as companhias procuradas. 

#Aegea #Iguá #privatização #saneamento

Saneamento

BNDES deve irrigar plano de investimentos da Corsan

11/10/2023
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A Aegea voltou a bater na porta do BNDES. A holding negocia com o banco um empréstimo para a gaúcha Corsan, cujo contrato de concessão foi assinado em julho após um alonga batalha judicial contra os empregados da empresa. O plano de investimentos da companhia prevê um desembolso de R$ 13 bilhões ao longo da próxima década. Uma das possibilidades seria a emissão de debêntures incentivadas de infraestrutura, que seriam integralmente ou em grande parte compradas pelo BNDES. O banco já é o grande financiador da Aegea: no ano passado, emprestou mais de R$ 19 bilhões para as subsidiárias Águas do Rio 1 e 4, leia-se os contratos de concessões da antiga Cedae.

#Aegea #BNDES #Corsan

Saneamento

PPP de Porto Alegre dará mais gordura à Corsan

22/08/2023
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A recém-privatizada Corsan vai ganhar um reforço importante. A Aegea, controlada da empresa, está em negociações com seus sócios – as gestoras Perfin e Kinea, leia-se Itaú – para que a ex-estatal incorpore a concessão de água e esgoto em Porto Alegre. Está tudo em casa. Ou quase. A operação na capital gaúcha se dá por meio de uma PPP, controlada pela Aegea e pela própria Corsan – negócio este firmado em 2020. O movimento é visto pela Aegea como estratégico. A Corsan vai ganhar mais corpo, mais receita e, com isso, terá uma posição ainda mais confortável para buscar recursos junto a bancos, a começar pelo BNDES.

#Aegea #Corsan #Kinea

Empresa

Aegea negocia novo crédito do BNDES

14/07/2023
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A Aegea Saneamento estaria em conversações com o BNDES, com o objetivo de fechar um financiamento para a Corsan, arrematada em leilão em dezembro do ano passado. O plano de investimentos na ex-estatal gaúcha prevê um desembolso de R$ 16 bilhões até 2033. Nas contas da Aegea, o primeiro ano de investimentos, da ordem de R$ 1,5 bilhão, cabe no seu caixa. Daí para a frente, o grupo vai precisar de munição extra. Ressalte-se que a Aegea já firmou um empréstimo de longo prazo com o BNDES, no valor de R$ 19,3 bilhões, para o pagamento das outorgas e o financiamento das duas concessões adquiridas no leilão da Cedae

#Aegea #BNDES

Empresa

Aegea desperta o apetite do GIC e da Itaúsa

5/07/2023
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Mudanças à vista na estrutura de capital da Aegea: o GIC, fundo soberano de Singapura, está disposto a aumentar sua participação acionária na empresa de saneamento, hoje de 34%. Não é só: há informações de que a Itaúsa, dona de 12,8% do capital total e 10,2% das ordinárias, também se movimenta para ter uma posição maior na companhia. Nos dois casos, o caminho seria a compra de parte das ações em poder da Equipav, o acionista majoritário da Aegea. Consultadas, Itaúsa e Aegea não quiseram se manifestar sobre o assunto.

#Aegea

Negócios

Licitação do saneamento em Porto Alegre deve ir para a geladeira

23/06/2023
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O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, está repensando o timing para a concessão do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE). Além de assessores e aliados políticos, a recomendação de adiamento do projeto vem do próprio BNDES, responsável pela modelagem da operação. O motivo é o imbróglio jurídico em torno da privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), realizada em dezembro do ano passado. A Aegea arrematou a empresa por R$ 4,1 bilhões, mas, seis meses depois, o futuro da estatal ainda é uma incógnita. Há diversas ações judiciais cruzadas, a maioria movidas por trabalhadores da Aegea, contra a privatização. Difícil imaginar que, no meio desse cenário, os investidores do setor tenham estômago para disputar o leilão da DMAE – um enclave em Porto Alegre, cercada de concessões da Corsan por todos os lados. Na Prefeitura e no BNDES, há o temor de uma licitação deserta, sem propostas.

#Aegea #BNDES #Corsan #Porto Alegre

Empresa

BRK tem de filtrar sua dívida para ser vendida

19/06/2023
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Com o cancelamento do IPO, a BRK Ambiental, segundo o RR apurou, está na seguinte situação. A Aegea quer comprar a companhia de saneamento, controlada pela Brookfield. Conta, inclusive, com o apoio financeiro do GIC, um dos fundos soberanos de Singapura, que já e seu acionista e está disposto a fazer um novo aporte para viabilizar a aquisição. O senão: a dívida da BRK. Como está, a Aegea não topa o negócio. A alavancagem da companhia está nas alturas: a relação dívida líquida/Ebitda é de sete vezes. Consultadas, as duas empresas não quiseram se manifestar.

#Aegea #BRK Ambiental #Brookfield

Empresa

Sociedade entre Aegea e NX Saneamento está por uma gota

25/04/2023
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A parceria entre a Aegea e a NX Saneamento, responsável pela concessão de água e esgoto em 19 cidades do Mato Grosso, caminha para uma traumática ruptura, com acusações mútuas e processos cruzados na Justiça. Segundo o RR apurou, as duas empresas estudam entrar com ações, uma contra a outra, para romper com a sociedade. A relação entre ambas oxidou com o contencioso referente à Água de Sinop. A NX, controlada pelo Grupo Dias, alega ter direito a comprar 49% da concessionária, a partir de um acordo firmado em 2014. No entanto, a Aegea, dona da Águas de Sinop, não abre mão da participação. Em outro front, a NX acusa a sua sócia de burlar regras de compliance nas concessionárias controladas pela dupla.

#Aegea #NX Saneamento

Negócios

Aegea precisa de mais liquidez financeira

23/12/2022
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A Aegea vai ao mercado. A empresa já estuda caminhos para financiar o plano de investimentos da Corsan, arrematada na última terça-feira por R$ 4,1 bilhões. Entre as alternativas sobre a mesa estão uma emissão de dívida ou voltar ao próprio BNDES, já sob a regência de Aloizio Mercadante. Recentemente, a companhia obteve junto ao banco de fomento um empréstimo de R$ 19,3 bilhões para as suas concessões no Rio de Janeiro. A conta não para de crescer: hoje, a Aegea carrega uma das maiores carteiras de investimentos em infraestrutura do país. Somando apenas a Corsan e as concessões da antiga Cedae, as obrigações de desembolso somam R$ 36 bilhões.

#Aegea #Corsan

Próximo alvo

13/09/2022
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A sul-coreana GS Inima pretende disputar os leilões das PPPs de saneamento no Ceará, marcados para este mês. Há dois blocos sobre a mesa: o mais cobiçado engloba a concessão na cidade de Fortaleza. O mais provável é que a GS Inima tenha a concorrência da Aegea na licitação.

#Aegea #Ceará #GS Inima

Águas claras

26/05/2022
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O GIC planeja aumentar sua participação na Aegea, de 19%. O fundo soberano de Cingapura quer usar a empresa como ponta de lança para novos investimentos em saneamento.

#Aegea #GIC

Águas cearenses

27/12/2021
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A BRK Ambiental e a Aegea já fizeram chegar ao governo do Ceará sua firme disposição de disputar a privatização da Cagece. A companhia de saneamento deve ser privatizada no primeiro semestre de 2022. Procurada, a Aegea disse que “está sempre atenta às novas oportunidades”. Já a BRK não se pronunciou.

#Aegea #BRK Ambiental

Duelo no Amapá

5/07/2021
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No BNDES, Aegea e BRK Ambiental são apontadas como nomes certos no leilão da Caesa, empresa de saneamento do Amapá. A licitação está marcada para 2 de setembro. Procurada, a Aegea diz que “está sempre atenta às novas oportunidades”. A BRK, por sua vez, não se pronunciou.

#Aegea #BNDES #BRK Ambiental

Águas do Amapá

4/06/2021
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A Aegea, que arrematou recentemente um dos lotes da Cedae, é tida dentro do BNDES como forte candidata a ficar com a concessão de saneamento do Amapá. O leilão está previsto para 2 de setembro. Procurada, a Aegea diz que “está sempre atenta às novas oportunidades”.

#Aegea

Mais sinergia, impossível

15/01/2020
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A Aegea é tida pelo próprio governo gaúcho como candidata à compra de uma participação na Corsan – a abertura de capital está programada para este ano. Consultada, a empresa diz “desconhecer a informação”. Ressalte-se que a Aegea já participa de uma PPP na área de saneamento em Porto Alegre.

#Aegea #Corsan

Água barrenta

13/08/2019
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A OAS saiu em busca de um novo comprador para a sua participação na concessão de saneamento de Guarulhos. Até agora, só ouviu “não”, mesmo tendo baixado a pedida para a casa dos R$ 40 milhões. A Aegea, que pagaria cerca de R$ 50 milhões pelo ativo, desistiu na Hora H.

#Aegea #OAS

Risco jurídico trava privatizações na área de saneamento

13/04/2018
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O programa de privatizações no setor de saneamento é um rio que está passando na vida do BNDES, arrastando para longe um volume potencial de investimentos de mais de R$ 25 bilhões. Embora, formalmente, a área técnica do banco ainda trabalhe na modelagem de venda de nove concessionárias, as negociações com os respectivos governos estaduais estão praticamente paradas. Isso se aplica, inclusive, a empresas que já se encontravam em um estágio mais avançado, como a pernambucana Compesa e a paranaense Cosampa.

O ressecamento da operação se deve, fundamentalmente, à falta de investidores dispostos a enfrentar o risco jurisdicional do setor. Grupos internacionais, a exemplo da espanhola Aegea, da francesa Veolia e da sul-coreana GS Inima recuaram nas conversações com o BNDES e os governos estaduais. O marco regulatório da área de saneamento, que data de 2007, é visto como anacrônico e repleto de cavilosidades que aumentam a insegurança dos grandes grupos internacionais.

A base jurídica é muito frágil, notadamente no que diz respeito à legalidade e à extensão dos contratos de concessão. Um dos casos mais emblemáticos envolve a maior das nove concessionárias do programa, a Cedae. Não há qualquer garantia jurídica, por exemplo, de cumprimento do contrato de 50 anos firmado com o município do Rio de Janeiro. A rigor, de uma hora para a outra, a empresa pode perder o contrato de concessão que responde por mais de 70% das suas receitas.

#Aegea #BNDES

Liquidez

28/11/2017
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Os acionistas da Aegea – Equipav, o fundo GIC, de Cingapura, e o IFC e a GIF, ligadas ao Banco Mundial – discutem a possibilidade de um aumento de capital para financiar aquisições na área de saneamento. Miram, sobretudo, na possível privatização da Cedae e na venda de parte da holding controladora da Sabesp. A Aegea confirma a “disposição dos acionistas em suportar eventuais expansões”.

#Aegea #Cedae #GIC

Sobre a privatização da Copasa

5/04/2017
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A Aegea acompanha com especial interesse os preparativos do governo mineiro para a privatização da Copasa. A empresa tem trânsito livre com Fernando Pimentel.

#Aegea #Copasa #Fernando Pimentel

Água e esgoto

27/05/2016
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 A Aegea Saneamento negocia a compra de ativos da OAS Soluções Ambientais. Tragada pela Lava Jato, a empresa se resume hoje a uma concessão em Guarulhos e outra em Lima, no Peru. Procurada, a Aegea confirmou o interesse na operação de Guarulhos.

#Aegea #Lava Jato #OAS

Fazendo-se de difícil

21/12/2015
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 A decisão da Aegea de pular fora do leilão de venda da CAB Ambiental, que ocorreu no último dia 10 de dezembro, não passou de jogo de cena. A empresa segue interessada na operação de saneamento do Grupo Galvão, mas usa o tempo a seu favor. Primeiro, aproveita-se da delicada situação financeira da Galvão para forçar uma redução do preço do ativo, fixado em R$ 600 milhões. Além disso, quer uma garantia firme dos credores do grupo de que não herdará qualquer dívida da CAB.

#Aegea #CAB Ambiental #Grupo Galvão

GP Investimentos filtra a água e o esgoto da Lava Jato

9/11/2015
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  A GP Investimentos enxergou um veio de água potável minando entre os destroços da Lava Jato. A gestora de recursos está em negociações para a compra da OAS Soluções Ambientais e da CAB Ambiental, do Grupo Galvão. Segundo o RR apurou, o braço de saneamento da empreiteira de Cesar Mata Pires está avaliado em aproximadamente R$ 200 milhões. No caso da CAB, os valores sobre a mesa giram em torno dos R$ 500 milhões. Uma vez cravada a dupla aquisição, o caminho das pedras está traçado: o objetivo da GP é consolidar as duas companhias e criar um dos maiores grupos privados de saneamento do país. Juntas, CAB e OAS Soluções Ambientais somam um faturamento em torno de R$ 700 milhões, 20 concessões em cinco estados e aproximadamente 10% de market share. Entre as empresas privadas, a dupla ficaria atrás somente da Águas do Brasil e da Odebrecht Ambiental .  A GP se aproveita do momento de fragilidade de um setor umbilicalmente ligado às grandes empresas de construção pesada do país e, por isso mesmo, superofertado de ativos – outra empresa à venda é a Aegea, do Grupo Equipav.. A empresa nega a informação e ainda afirma que analisa oportunidades de aquisição. CAB e OAS Soluções Ambientais são companheiras de calvário. Seus acionistas controladores foram arrastados pelo “petrolão”, entraram em recuperação judicial e precisam vender ativos o quanto antes para salvar a própria pele. Como não poderia deixar de ser, tanto de um lado quanto de outro, a fonte secou. Enquanto a venda não sai, CAB e OAS não têm outra opção se não sugar o próprio caixa para tocar os projetos em curso em suas concessões. Não obstante a realidade dos fatos, a GP aposta suas fichas no potencial de crescimento das duas empresas. Com 18 concessões, a CAB cresceu 6% no ano passado, rompendo a marca de R$ 600 milhões em receita. A OAS tem um faturamento bem menor, em torno de R$ 80 milhões. Em compensação, como boa parte dos projetos entrou recentemente em operação, a empresa ainda está no período dos longos saltos. No ano passado, sua receita subiu 500%

#Aegea #Águas do Brasil #CAB Ambiental #GP Investimentos #Grupo Equipav #Grupo Galvão #Lava Jato #OAS #Odebrecht Ambiental

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