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Acervo RR
Habituada a disputar a Série B da Bolsa de Valores, a Recrusul subiu de divisão nas últimas semanas. Tem sido objeto de sucessivas ordens de compra de bancos de investimento peso-pesado, responsáveis pela alta de quase 20% do papel entre junho e agosto. Qualquer semelhança entre a mudança de patamar e o futuro societário da fabricante de implementos rodoviários não é mera coincidência. Para o grupo de dez investidores que comprou a empresa na bacia das almas em 2008, em meio a um processo de recuperação judicial, chegou a hora de realizar o lucro. Encabeçados por Ricardo Mottin Jr., presidente da Recrusul, o pool de controladores busca um comprador para a empresa. O principal candidato é o Grupo Randon, que também produz implementos rodoviários. Um dos alvos principais é a fábrica de carrocerias da Recrusul em São Paulo, que, depois de um período de hibernação, foi reativada no ano passado. Entre a aquisição do controle e um aporte de capital, os investidores desembolsaram cerca de R$ 30 milhões pela companhia. Hoje, seu valor de mercado é, pelo menos, o dobro, um reflexo do recapeamento financeiro pelo qual a empresa passou nos últimos meses. Ainda assim, os sinais da grave crise que enfrentou nos últimos anos ainda estão visíveis. A empresa gaúcha tem um passivo de longo prazo de R$ 40 milhões para um patrimônio inferior a R$ 1 milhão.
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