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Acervo RR
A chilena Cencosud decidiu enterrar de vez especulações sobre sua saída do país e mostrar que está no jogo para disputar as primeiras posições no ranking dos supermercados. A empresa, dona da GBarbosa, despachou de Santiago um grupo de três executivos para negociar aquisições de redes locais, especialmente as localizadas nas regiões Norte e Nordeste, o foco da companhia. Simultaneamente, mira no Grupo Mateus, o maior varejista do Maranhão, com cerca de 20 lojas e faturamento na casa dos R$ 500 milhões, e o piauiense Grupo Carvalho, que fatura R$ 900 milhões e tem 70 lojas no estado. Ainda sobra fôlego para fazer um rasante sobre o Grupo Y. Yamada, o maior da Região Norte, com 21 lojas e faturamento de R$ 1,3 bilhão. Neste último caso, como a Cencosud já foi mais do que avisada de que não há porta aberta para negociação do controle, a proposta que os chilenos preparam é a criação de uma joint venture para expandir a marca Y.Yamada em toda a Região Norte. O grupo paraense está restrito ao estado de origem e ao Amapá. Dos outros dois grupos, já houve um primeiro contato com os controladores do Grupo Carvalho, que teriam se mostrado mais sensíveis a um acordo de venda devido ao receio da concorrência com grandes redes, que está cada vez maior no Nordeste. Se os planos forem bem-sucedidos, a Cencosud conseguirá dobrar sua receita no país para R$ 5 bilhões e se distanciar da quarta colocada Zaffari, que tem receita anual em torno de R$ 2 bilhões. Porém, nenhuma dessas compras colocará a companhia sequer perto do trio que domina as primeiras colocações do ranking. O Wal-Mart, terceiro colocado, tem receita de R$ 20 bilhões. O Brasil voltou a ser prioridade para a Cencosud, após dois anos de poucos investimentos. A subsidiária tem apresentado expansão superior ao Chile nas vendas da companhia. Além disso, a estratégia anterior de vender os ativos brasileiros não deu certo pela falta de um comprador que aceitasse o preço pedido. O potencial de crescimento do mercado brasileiro de supermercado é estimado pela Cencosud de 10% a 15% ao ano enquanto que o chileno chega a metade disso.
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