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Acervo RR
Mesmo com a folgada liderança no varejo de chocolates, a Cacau Show não dá brecha para seu maior concorrente. Bastou a Chocolates Brasil Cacau – leia-se o Grupo CRM, dono também da Kopenhagen – anunciar um novo plano de expansão para a companhia responder na mesma moeda. A Cacau Show ampliou de 130 para 160 o número de inaugurações programadas para esse ano. Somandose os aportes do próprio grupo e dos franqueados, o investimento total deverá chegar aos R$ 300 milhões. Procurada, a empresa disse que “não comenta rumores de mercado”. A julgar pelo tamanho de cada uma das redes, a imediata reação da Cacau Show pode até soar como exagerada. Hoje, a empresa tem 1,2 mil pontos de venda, contra apenas 250 de sua maior concorrente. Mas, além de um certo efeito moral, a pronta resposta se deve também a recente curva de expansão das duas maiores varejistas do setor. Valendose de seu calórico caixa, gerado, sobretudo, pela Kopenhagen, o Grupo CRM acelerou o ritmo de crescimento de sua bandeira popular. Na média, desde 2010 a Chocolates Brasil Cacau tem inaugurado por ano cerca de 40 lojas a mais do que a Cacau Show. Em um exercício hipotético, caso essa diferença seja mantida, em até cinco ou seis anos, a irmã mais nova da Kopenhagen passará a ter metade do total de estabelecimentos da líder do setor, reduzindo consideravelmente a atual diferença. Ressaltese que, nesse caso, não é apenas um número que está em jogo, mas também a primazia pelos melhores pontos em shopping centers e em lojas de rua.
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