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Acervo RR
O presidente da Ericsson na América Latina e homem forte da empresa no Brasil, Sergio Quiroga, adotou uma estratégia dualband. Graças a uma política agressiva de preços, a empresa conseguiu fechar importantes contratos com Vivo, Oi e Claro, a maioria deles relacionados a implantação das redes de 4G. Em contrapartida, a tática estaria revelando um indesejável efeito colateral: a queda das margens de lucro. As encomendas obtidas nos próximos meses não seriam suficientes para compensar o aumento dos custos. Segundo uma fonte ligada a própria Ericsson, a subsidiária teria projetado para este ano um resultado até 10% inferior ao de 2012, não obstante a expectativa de um aumento da receita da ordem de 25% – o faturamento estimado para 2013 é de R$ 3 bilhões. Entre os executivos da Ericsson, a percepção é que Sergio Quiroga exagerou na dose. Pressionado pelos suecos, teria ido ao limite da responsabilidade para conquistar contratos, raspando as margens de lucro até o osso. De acordo com a mesma fonte, especialmente nos casos da Vivo e da Claro, a Ericsson ofereceu preços no padrão dos fabricantes asiáticos, que carregam a pecha de adotar um modelo nada ortodoxo em sua formação de custos. Os suecos não vão deixar barato esta tortuosa matemática. A bomba vai estourar em algum lado. É de se imaginar que Quiroga faça de tudo para que não seja no seu colo. Segundo a fonte ouvida pelo RR, o executivo trabalha na revisão do orçamento para este ano. A ordem é cortar custo em todas as áreas. No entanto, a margem de manobra de Quiroga é pequena. Se, de um lado, ele enfrentará a cobrança dos suecos, do outro terá a constante vigilância dos clientes. Reduções de despesas no setor de telecomunicações costumam gerar atritos. Não raramente acabam tendo impacto na qualidade dos serviços prestados a s operadoras. Procurada, a Ericsson afirmou que “o corte de custos é uma prática comum e constante do mercado e está associada a eficiência e otimização dos negócios.” Disse ainda que “não comenta a rentabilidade de seus negócios e não discute detalhes de contratos”
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