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Acervo RR
Ao que parece, o empresário Otaviano Pivetta teve uma vitória de pirro na Vanguarda Agro. Pivetta conseguiu quase tudo que queria: forçou a saída do investidor espanhol Enrique Baa±uelos, emplacou o novo presidente da empresa, Arlindo Moura, e articulou um aumento de capital de R$ 350 milhões. Tudo perfeito, não fosse por um detalhe. Dificilmente o empresário conseguirá alcançar o grand finale que idealizou: tornar-se o principal acionista da Vanguarda. Os irmãos Hélio e Salo Seibel, a Bonsucex e a EWZ Invest criaram uma espécie de blindagem contra as pretensões de Pivetta. O quarteto, que detém 30% da Vanguarda, já teria rejeitado uma proposta do empresário por suas ações. Segundo informações filtradas junto a própria companhia, os irmãos Seibel, a Bonsucex e a EWZ também teriam se unido para exigir maior espaço na gestão da Vanguarda. Os sócios da Vanguarda temem ter o mesmo destino de Enrique Baa±uelos, que foi praticamente ejetado do negócio após bater de frente com Pivetta. Juntos, somam uma participação pouco superior a do empresário (27%). É o suficiente para levantar a voz e acirrar as divergências societárias. No momento, por exemplo, Pivetta defende uma política mais agressiva na compra de terras. Já os irmãos Seibel e seus fiéis escudeiros pregam cautela e revisão de alguns negócios, incluindo a venda das três usinas de biodiesel. Procurada, a Vanguarda informou que “não vislumbra divergências entre seus sócios” e também “não comenta movimentações de seus acionistas.”
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