Video game vira apenas mais um item na vitrine da Tectoy - Relatório Reservado

Acervo RR

Video game vira apenas mais um item na vitrine da Tectoy

  • 14/01/2013
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Na visão dos próprios executivos da Tectoy, a empresa só tem dois caminhos: ou se reinventa e encontra uma brecha nas prateleiras do varejo ou está fadada a continuar em sua lenta travessia até o vale dos elefantes. Vozes provindas do coração da companhia garantem que ela não se tornará um mamífero suicida. A Tectoy deu a partida em uma reestruturação determinante para o futuro do negócio. O ponto principal do redesenho é uma guinada no perfil operacional e no portfólio de produtos. A empresa, que sempre teve sua imagem ligada ao mercado de video games, elegeu como prioridade a produção de tablets e de babás eletrônicas, equipamentos, aliás, que chamam atenção pela disparidade tecnológica. No médio prazo, a TecToy estuda entrar na fabricação de celulares. Se o trem entrar nos trilhos, a empresa partiria, então, para a produção de PCs e notebooks. Mas, ressalte-se, cada coisa a seu tempo. Consultada, a Tectoy confirmou a entrada no mercado de tablets e home care, mas não se pronunciou sobre os demais projetos. A migração para os segmentos de informática e telefonia é consequência do desencanto com seu brinquedo de ouro na área de jogos: o projeto Zeebo, que envolve a venda online de games. A Tectoy, entretanto, não desistiu de todo. Recentemente, iniciou a comercialização do produto em todo o Brasil. No entanto, o período de test drive foi desalentador. As vendas no Rio de Janeiro, mercado escolhido como uma espécie de cobaia, ficaram bem abaixo do esperado. Some-se a isso a performance decepcionante no segmento de aparelhos de DVD. Entre janeiro e setembro de 2011, a TecToy conseguiu alcançar quase R$ 105 milhões em receita, alta de 43% em relação ao mesmo período em 2011. Seria uma façanha, não fosse o efeito colateral. O aumento das vendas teria sido obtido fundamentalmente em razão de uma política de preços mais do que generosa, que jogou a rentabilidade do negócio lá no pré-sal. Não por acaso, o prejuízo da empresa no período foi de R$ 10 milhões, contra cerca de R$ 2 milhões no mesmo intervalo em 2010.

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