Rexam cresce em conta-gotas para não assustar o Cade - Relatório Reservado

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Rexam cresce em conta-gotas para não assustar o Cade

  • 8/01/2013
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A Rexam decidiu enfrentar, de uma vez por todas, a movimentação da concorrência para tentar brecar seu crescimento de mercado – Seja pela via legal, com a desqualificação das acusações de dumping de fabricantes de latas de pequeno e médio portes; seja pela via do enfrentamento direto com a compra de concorrentes. Mesmo do alto de seus 60% de market share, a Rexam vasculha aquisições. Para não atiçar a ira do Cade, a companhia mapeia empresas com 1% a 3% de participação no setor. A presa que parece mais disponível é a Metalgráfica Iguaçu, do Grupo Merisa, com fábricas em Ponta Grossa, no Paraná, e em São José do Rio Preto (SP). Antes da Rexam, apareceu por essa banda a Metalic, do grupo CSN – ver RR edição 4.319 – , mas a transação ficou no meio do caminho devido a  exigência da Metalic de ficar com 100% do negócio e fechar o capital da fabricante. A proposta da Rexam é mais flexível e palatável. Admite manter como sócio da Metalgráfica Iguaçu o grupo Merisa, que ficaria com 25% do capital, mas daria opção de compra das ações em dois ou três anos. Juntará a operação de compra com o crescimento orgânico. Além da fábrica que está em construção no Pará, a companhia está decidida a instalar plantas no Mato Grosso do Sul e no Piauí. Desta forma, completa a logística de distribuição das latas de alumínio no país. Com os novos empreendimentos, a Rexam passará a ficar a menos de 200 quilômetros de todos os grandes clientes da companhia, o que reduzirá o custo médio de distribuição em 15%. As duas plantas que serão instaladas deverão custar em torno de R$ 600 milhões e estão programadas para iniciar a produção no segundo semestre de 2014. A capacidade de produção passará de 14 bilhões de latas para 17 bilhões de latas ao ano. Procuradas, a Rexam negou as informações e a Metalgráfica Iguaçu não se pronunciou. O forte investimento da Rexam no Brasil está dentro da estratégia mundial do grupo britânico de transformar a filial na maior operação fora da Europa. A participação do país deverá chegar a 30% das vendas globais da companhia até 2016 contra menos de 20% atualmente. Apesar das artimanhas, a Rexam terá de se desdobrar para convencer o Cade de que sua concentração de mercado é compatível com o entendimento do órgão antitruste. Segundo uma fonte acostumada a circular nos corredores do Cade, a participação de 60% já seria vista na instituição como exagerada. Para jogar lenha na fogueira, empresas concorrentes estão fazendo um levantamento que mensura o peso de cada fabricante no país e em cada região.

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