Kia Motors emagrece Á s custas do regime automotivo - Relatório Reservado

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Kia Motors emagrece Á s custas do regime automotivo

  • 21/11/2012
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Está suspenso o velho self de frivolidades, exibiocinismos, presença em festas e eventos sociais e egolatria. A cabeça de José Luiz Gandini tem girado feito um caleidoscópio. O empresário não trocou de personalidade por vontade própria. O fato é que se encontra premido pela busca de medidas para amortecer o forte impacto do novo regime fiscal do setor sobre a Kia Motors. Os próximos meses serão de sangue, suor e lágrimas. Gandini está revendo de cima a baixo os custos da empresa, notadamente em relação a  rede de revendas. Os planos de expansão para 2013 já estão congelados. Mas o pior ainda estaria por vir. Uma fonte da empresa garante que está prevista uma redução de até 10% do número de concessionárias – hoje, são 172 duas lojas. A estratégia de lançamentos prevista para 2013 também está na corda bamba. De acordo com a mesma fonte, a Kia cogita adiar o início das vendas da nova versão do Cerato e do sedã de luxo Quoris, originalmente programadas para março do ano que vem. Ressalte-se que o eventual adiamento da entrada destes novos modelos no mercado brasileiro deverá andar lado a lado com o enxugamento das verbas publicitárias. Gandini estaria passando a faca no plano de marketing para 2013, também na tentativa de compensar a perda de lucratividade e a desvantagem tributária em relação a  concorrência. Procurada, a Kia Motors informou que a única decisão de enxugamento “nos investimentos publicitários e de marketing foi tomada no início do ano.” Em relação ao próximo calendário, nenhuma palavra da empresa. A Kia comunicou ainda que “mesmo com a desaceleração de vendas da ordem de 45% em 2012”, não haverá “redução do quadro de concessionárias autorizadas”. A empresa garantiu também que o lançamento do novo Cerato e do Quoris está mantido para o primeiro trimestre de 2013. A ver. a€ luz do novo regime tributário do setor automotivo, todas estas medidas soam como paliativos. Para tirar a diferença em relação a seus competidores, a Kia depende da construção de uma fábrica no Brasil – o que lhe permitiria usufruir dos benefícios fiscais oferecidos a s montadoras com produção nacional. Este sempre foi, é e será o grande projeto da vida de Gandini. A matriz já deixou bem claro que o empresário pode construir a fábrica quando e onde quiser, mas que não conte com sua ajuda. A ausência dos sul-coreanos praticamente inviabiliza o empreendimento.

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