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Acervo RR
A assinatura do novo acordo de acionistas da Romi, no início deste mês, sugere um clima de harmonia que, segundo fontes da companhia, não reflete o ambiente interno. Existiriam desavenças entre integrantes das famílias Romi e Chiti, sócias na holding Fênix Empreendimentos, a maior acionista de uma das mais tradicionais metalúrgicas do país. Segundo informações filtradas junto a Romi, uma das arestas mais pontiagudas diz respeito a gestão da empresa. As duas famílias estariam divididas em relação a permanência ou não do atual diretor-presidente, Livaldo Aguiar dos Santos. De acordo com uma fonte entrincheirada na Romi, membros da família Chiti estariam fazendo maior pressão pela saída do executivo, que, por sua vez, ainda teria o apoio do presidente do Conselho de Administração, Américo Emílio Romi Neto. O cenário econômico tem jogado contra – e muito. Mas a gestão de Livaldo Aguiar vem se caracterizando por sucessivos prejuízos. Entre janeiro e setembro, a empresa acumula perdas da ordem de R$ 33 milhões, contra um lucro de R$ 21 milhões em igual período no ano passado. No comparativo do mesmo período, a receita recuou 12%. O RR entrou em contato com a Romi, mas não obteve retorno.
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