Benjamin enfrenta o risco de uma diáspora na Namisa - Relatório Reservado

Acervo RR

Benjamin enfrenta o risco de uma diáspora na Namisa

  • 8/11/2012
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Benjamin Steinbruch enfrenta um motim na Namisa. As relações entre o “Barão do Aço” e os demais acionistas da mineradora, um pool de siderúrgicas asiáticas, estão perto de atingir seu ponto de ruptura. Com a frieza e a sabedoria típicas dos orientais, de quem mira o porvir refletindo nas franjas do Monte Fuji, os sócios da Namisa estão revendo sua presença no negócio. Segundo o RR apurou junto a fontes ligadas a  CSN, a sulcoreana Posco e as japonesas Kobe Steel e Nisshin Steel já teriam oferecido suas ações para a Itochu e a JFE. A dupla nipônica é dona de 50% do Big Jump, o consórcio asiático que, por sua vez, detém 40% do capital da Namisa. O movimento da Posco, da Kobe Steel e da Nishin Steel não ficou circunscrito a si próprio. Deu origem a uma bola de neve. Em vez de assumir integralmente o controle do pool, a dupla Itochu e JFE também quer dar seu “Big Jump”, leia-se um salto para fora dos muros da Namisa e para bem longe de Benjamin. Ambas compartilham com os demais sócios o descontentamento com o fraco ritmo de investimentos na Namisa e o desgaste no relacionamento com Benjamin Steinbruch. Comungam também da sensação, ainda que tardia, de que compraram gato por lebre, ou latão por minério, uma vez que a Namisa sem Casa de Pedra talvez seja um negócio de difícil prosperidade. Procurada pelo RR, a CSN negou ter desavenças com seus sócios na Namisa. Os asiáticos já discutem os próximos passos. De acordo com as mesmas fontes, há duas possibilidades para a sua saída da Namisa. A primeira e natural hipótese é a oferta de suas participações para a CSN, que teria direito de preferência sobre a fatia societária do Big Jump. A alternativa é a negociação em bloco das ações, o que abriria caminho para a chegada de um forasteiro na Namisa. Independentemente da trilha escolhida, a insurreição societária e o risco de êxodo do quinteto asiático pegam Benjamin Steinbruch em um momento nevrálgico. A CSN retomou os estudos para a abertura de capital da Namisa, projeto que já bateu na trave algumas vezes. Sem os asiáticos, fica ainda mais difícil a bola entrar. Não obstante o fornecimento para a própria CSN e – quem sabe? – a CSA, cortejada por Benjamin, a presença da Posco e do quarteto japonês no negocio sempre funcionou como uma garantia firme de encomendas a  Namisa. Os asiáticos são pragmáticos. Além das discórdias com Benjamin Steinbruch e das dúvidas quanto ao próprio futuro do negócio, os sócios da Namisa têm motivações estratégicas particulares para pular fora da operação. É o caso, principalmente, da Posco, da Kobe Steel e da Nisshin Steel, que querem deslocar recursos para aumentar seus investimentos em minério de ferro na Austrália e na africa do Sul.

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