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Acervo RR
Para onde correm os ponteiros da Technos? Esta é a pergunta que tem sido feita, minuto sim e outro também, entre os concorrentes da fabricante de relógios. Em julho, a empresa comprou a marca Touch. No momento, estaria em negociações para a aquisição de outro nome tradicional da indústria brasileira de relógios, a Dumont. Caso sacramente a operação, deverá desembolsar mais de R$ 120 milhões em pouco mais de três meses. A velocidade com que a Technos partiu para cima de outras empresas do setor vem chamando a atenção de seus principais competidores. A percepção generalizada é que os controladores da companhia, o fundo Dynamo e a Victoria Capital Partners, gestora de recursos de origem argentina, operam em outro fuso horário. As duas instituições estariam ganhando tempo e engordando a operação da Technos para vendê-la nas próximas voltas do ponteiro. Neste caso, todos os olhares se voltam na direção da suíça Swatch Group, um dos maiores conglomerados do setor. Dono de marcas míticas, como Omega e Longines, o grupo é um pretendente antigo a colocar a Technos no seu pulso. Com a aquisição, os suíços fisgariam a maior fabricante de relógios do país, com faturamento anual próximo dos R$ 350 milhões. A empresa, aliás, talvez viva o melhor momento de sua história. No ano passado, captou mais de R$ 450 milhões com uma emissão de ações. Usou parte dos recursos para praticamente zerar seu passivo. Não poderia haver melhor hora para o Dynamo e a Victoria Asset colocar este relógio no bolso. O RR entrou em contato com a Technos e a Swatch, mas não obteve retorno.
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