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Acervo RR
Especializada na recuperação de empresas em dificuldades financeiras, desta vez a Airex Trading, de Sergio Alambert, nem vai caprichar muito. A companhia não vê a hora de passar adiante a Nilza Alimentos, que vive uma via crucis desde 2010, ano em que teve sua falência decretada e entrou em processo de recuperação judicial. A Airex está concentrando todos os esforços na retomada da produção, notadamente nas instalações de Ribeirão Preto. O reinício das atividades é visto pela Airexcomo determinante para a negociação da Nilza. Lácteos Brasil e Brasil Foods já teriam sido procuradas. No entanto, ninguém vai querer chegar perto desse pires de leite se não tiver certeza sobre a possibilidade de continuidade das operações da empresa. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas a retomada da produção resolve apenas um dos tantos problemas que cercam a venda da Nilza. O maior deles é o destino do passivo. Em troca de 65% do capital, a Airex assumiu mais de R$ 420 milhões em dívidas. Deste total, somente a metade foi incluída no plano de recuperação judicial. O RR procurou a Alambert Advogados, escritório de Sergio Alembert. Tentou também contatos com a Airex e a Nilza, mas não obteve retorno em nenhum destes casos.
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