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Acervo RR
A empresa pode até se chamar Viver. Mas, neste momento, a prioridade dos executivos da construtora paulista é sobreviver. A recente mudança na presidência da companhia, com a nomeação de Eduardo Machado, é apenas a ponta do iceberg de uma reestruturação bem mais ampla. O próprio Machado é nuvem passageira. O fundo norte-americano Paladin, controlador da Viver, já saiu em busca de um executivo no mercado para ocupar o cargo de forma definitiva – a mudança deve ocorrer em outubro. Quem também estaria na corda bamba é o vice-presidente de Construção, David de Oliveira Fratel. O private equity teria debitado na conta de Fratel, responsável direto pelo gerenciamento e execução das obras, parte da responsabilidade pela má performance da empresa no ano. O primeiro semestre foi de amargar. A receita caiu 20% em relação ao mesmo período de 2011. No comparativo entre os mesmos períodos, a construtora saiu de um lucro de R$ 18 milhões para um prejuízo de R$ 64 milhões. Estes números foram decisivos para derrubar o primeiro a s do baralho de executivos da companhia, leia-se alvaro Simões, que ocupava a presidência até o início deste mês. De acordo com um executivo ligado a Viver, o fundo Paladin estaria preparando o terreno para se desfazer do controle da empresa. A missão dos novos gestores seria justamente arrumar a casa para que os norte-americanos possam conduzir a negociação em condições minimamente favoráveis. Já há algum tempo o Paladin alimenta o interesse em deixar o negócio. Mas, sair agora é o mesmo que assinar uma confissão de prejuízo. No início de 2009, quando o fundo comprou o controle da Viver – então chamada InPar -, a ação ordinária estava cotada na casa de R$ 1,60. Hoje, o papel está abaixo de R$ 1,20. Há outra comparação, no entanto, que dói ainda mais no bolso dos norte-americanos. Nos últimos 12 meses, o valor de mercado da Viver desmoronou quase 50%. Procurada pelo RR, a Viver informou “desconhecer” as informações referentes a nova mudança da presidência em outubro, a saída do executivo David Fratel e a venda do controle.
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