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Acervo RR
Para onde correm as águas da Fabrimar? A pergunta tem sido repetida dentro da própria empresa, notadamente entre os colaboradores mais antigos. O motivo é o processo de profissionalização da gestão recém-deflagrado pela família Martins, controladora da companhia – uma das maiores fabricantes de metais sanitários da América Latina. Gradativamente, os acionistas da Fabrimar estão deixando a direção executiva para se aninhar no Conselho de Administração. O próximo a seguir este roteiro deve ser Douglas Martins, responsável pela nevrálgica área industrial. Internamente, o discurso da família diante das mudanças passa por aumento da eficiência, criação de novos paradigmas de gestão, adequação aos cenários de maior concorrência e outros clichês do catecismo empresarial. No entanto, dentro da própria Fabrimar, a percepção é que a profissionalização administrativa é apenas uma gota perto das decisões que ainda estariam por desaguar das torneiras da empresa. Nos corredores da companhia, cresce a sensação de que os Martins estariam arrumando a casa para a venda de parte do capital ou até mesmo do controle da Fabrimar. Neste caso, as atenções se voltam em uma direção: a Deca. Não é de hoje que a fabricante de metais sanitários controlada pelos Setúbal ronda a empresa carioca. Segundo fontes próximas a família, a hipótese de vender a companhia e permanecer no negócio com uma participação minoritária seria vista com simpatia pelos Martins. Prestes a completar meio século, a Fabrimar vive tempos um pouco mais complicados do que o habitual. Nos últimos dois anos, a empresa teria reduzido sucessivamente suas margens de lucro na tentativa de alavancar suas vendas. Mesmo com o esforço, 2012 tem sido um ano de estiagem. No primeiro semestre, o faturamento da companhia ficou praticamente no zero a zero em relação ao mesmo período em 2011. E, diante das circunstâncias do mercado, não dá nem para lamentar. A família Martins já deve se dar por satisfeita se repetir o desempenho até dezembro. O RR entrou em contato com a Fabrimar, mas a empresa não retornou.
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