Shree Renuka busca um adoçante para seus negócios no Brasil - Relatório Reservado

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Shree Renuka busca um adoçante para seus negócios no Brasil

  • 21/08/2012
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A indiana Shree Renuka chegou ao Brasil prometendo uma hiperglicemia de investimentos. Logo na partida, pagou R$ 1 bilhão por duas usinas de álcool e açúcar da Equipav. Dois anos depois, o grupo vive um período de incertezas no país. Acumula uma dívida que já teria superado a marca de R$ 1 bilhão. Segundo informações filtradas junto a  empresa, a matriz teria reduzido investimentos, adiado projetos de expansão e praticamente terceirizado para a direção da subsidiária a missão de resolver seus percalços financeiros. No momento, a Shree Renuka do Brasil estaria a s voltas com uma dura negociação com um pool de bancos credores. A empresa teria solicitado um financiamento de R$ 100 milhões. As instituições financeiras estariam condicionando o crédito a um aumento de capital da subsidiária da ordem de US$ 100 milhões. De acordo com fontes próximas a  companhia, na Shree Renuka já se discute até a possibilidade de venda das duas usinas e a consequente saída do país. O RR entrou em contato com a Shree Renuka do Brasil, mas a empresa não quis se pronunciar a respeito das informações. Quando foram compradas pela Shree Renuka, as usinas Equipav e Biopav, rebatizada de Revati, processavam cerca de nove milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Na última colheita, a produção não teria passado de seis milhões de toneladas. Em 2010, a decisão dos indianos de pagar R$ 1 bilhão pelas duas usinas causou certa surpresa no mercado. Segundo dois empresários do setor ouvidos pelo RR, o valor foi razoavelmente elevado vis-a -vis o padrão das usinas. Os indianos têm sentido o problema no bolso. Os custos de manutenção são altos e as duas plantas exigem investimentos em modernização. Os gastos com logística para levar a matéria-prima ao local de produção também estariam acima da média do mercado. Além disso, na avaliação das mesmas fontes, a Shree Renuka cometeu um equívoco estratégico. Não comprou plantações de cana, o que a deixou na mão de produtores independentes

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