Caçador vira caça na Bematech - Relatório Reservado

Acervo RR

Caçador vira caça na Bematech

  • 15/08/2012
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A temperatura societária esquentou na Bematech, uma das maiores empresas de automação do país. A variação térmica é resultado de um enredo inusitado. No ano passado, Wolney Betiol e Marcel Malczewski, fundadores da companhia e hoje no Conselho de Administração, teriam decretado uma espécie de intervenção branca na gestão executiva, esvaziando o poder do presidente, Cleber Morais. Foram movidos pela insatisfação com os resultados da empresa. Só que, de cobradores, Betiol e Malczewski passaram a ser cobrados. Um grupo de acionistas minoritários peso-pesado – entre os quais estariam o Credit Suisse Hedging- Griffo e a Guepardo Investimentos – rebelou-se contra a dupla. Curiosamente, o motivo é a piora da performance da Bematech. Procurada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar. Os fundos querem cortar as asas dos dois empresários e blindar a gestão da sua interferência. Pode ser só coincidência, mas desde que Betiol e Malczewski voltaram a interferir nas decisões estratégicas, os resultados têm sido dietéticos. No ano passado, a Bematech teve prejuízo de R$ 42 milhões contra um lucro de R$ 34 milhões em 2010. No primeiro semestre, a Bematech registrou ganho de R$ 12 milhões, pouco acima dos R$ 8 milhões contabilizados entre janeiro e junho do ano passado. Por ora, ainda é pouco para amainar o descontentamento dos minoritários.

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