Apax Partners progama associação entre Tivit e Stefanini - Relatório Reservado

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Apax Partners progama associação entre Tivit e Stefanini

  • 10/08/2012
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Está em processamento no mainframe do fundo inglês Apax Partners um projeto que poderá resultar na criação de uma turbinada empresa brasileira de TI, capaz de superar a Totvs e bater de frente com os grupos internacionais que têm desembarcado no país. A ponta de lança da operação é a Tivit, controlada pelos britânicos desde 2010. O private equity está disposto a posar de cupido e promover o matrimônio entre a fabricante de softwares e outra grande companhia do setor. No que depender do Apax, o pedido de casamento já tem endereço certo: a Stefanini. Segundo informações filtradas junto a  própria Tivit, os ingleses consideram a empresa paulista, fundada e controlada por Marco Stefanini, como a parceira ideal para o projeto. Trata-se de uma companhia enxuta e em franco crescimento. Além disso, ao lado da própria Totvs, a Stefanini é, entre os maiores players nacionais do setor, um dos raros casos de prestadoras de serviços de TI que não acabaram fisgadas pelo capital estrangeiro. O Apax enxerga a associação como uma forma de engolir um cardume de ativos comendo um único peixe graúdo. Nos últimos dois anos, a Stefanini adquiriu sete empresas de TI. Procurada pelo RR, a Tivit não se pronunciou. Já a Stefanini negou a associação e garantiu que pretende comprar novos ativos no Brasil e no exterior. No cenário idealizado pelos ingleses, o Apax levaria para a nova empresa o modelo societário da Tivit. O private equity ficaria com o controle do negócio. A exemplo da família Mattar, fundadora da Tivit, Marco Stefanini passaria a ter uma participação minoritária. Ressalte- se que o empresário já teria rechaçado outras ofertas pela Stefanini e, segundo colaboradores mais próximos, jamais perde uma oportunidade de exibir suas recusas como se fossem medalhas olímpicas. Neste caso, no entanto, a investida da Apax traria a reboque uma possibilidade diferente. O empresário ficaria frente a frente com um dilema simples e direto: continuar como controlador e todo-poderoso de uma companhia com faturamento anual em torno de R$ 1,3 bilhão ou abrir mão deste status para ser acionista minoritário de um grupo com mais do dobro de tamanho. Tivit e Stefanini formariam uma empresa de TI com faturamento projetado para este ano próximo dos R$ 3 bilhões, o que lhe permitiria assumir a primeira posição no ranking do setor, superando a Totvs. Isso para não falar que o grupo já viria ao mundo com fôlego de sobra para comprar ativos no exterior, notadamente no Mercosul

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