Buscar
Acervo RR
A Copersucar deveria se chamar “Copersal”. Após o cancelamento dos planos de IPO, forçado pela crise nos mercados internacionais, a empresa se depara com um cenário nada adocicado. A queda dos resultados tem causado fissuras entre os sócios e o altocomando do grupo. Paulo Roberto de Souza, CEO da holding, tem sido pressionado pelas cooperativas para aumentar a produtividade das 48 usinas que compõem a Copersucar. O executivo, por sua vez, joga este bagaço no colo dos próprios cooperativados. Intramuros, atribui o recuo da produção a inapetência dos usineiros, que têm um certo grau de autonomia para definir a estratégia de suas respectivas empresas. Na penumbra da noite, o clima é de guerra fria, com críticas cruzadas entre Souza e os associados da Copersucar. a€ luz do dia, no entanto, o executivo posa de bombeiro. Vem mantendo contatos com os sócios da empresa. Em pauta, uma complexa costura para que sejam acertadas metas de produção para cada uma das usinas, o que permitiria a holding trabalhar com uma estratégia de longo prazo. Souza está pisando em um terreno pantanoso, que, no limite, poderá até mesmo custar sua permanência na empresa. Por mais incrível que possa parecer, o comando da Copersucar jamais conseguiu arrancar esses números de seus cooperativados. Procurada pelo RR, a Copersucar negou os atritos entre a diretoria e os sócios.
Todos os direitos reservados 1966-2026.