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Acervo RR
A decisão sobre o comparecimento das ex-autoridades futebolísticas da Fifa e da CBF, respectivamente João Havelange e Ricardo Teixeira, ao camarote da presidência da República nas cerimônias de abertura e de encerramento da Copa do Mundo está envolvendo dezenas de consultas e discussões no governo. Isso, imaginem, quando ainda faltam quase dois anos para o evento. O escrete de participantes da mesa-redonda reúne personagens de diversas áreas – Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional, o secretario-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. As complexas conversas passam também pelo Itamaraty, que tem a missão de auscultar a repercussão internacional das recentes denúncias contra Havelange e Teixeira. O episódio ISL alcançou grande destaque em algumas das principais publicações do mundo. Até agora, o placar marca o seguinte resultado: entra João Havelange; Ricardo Teixeira não chega sequer a porta. Apesar dos pesares, Havelange ainda é um ícone na Fifa. Da parte de Joseph Blatter, portanto, não haveria maiores problemas em compartilhar o ambiente com o ex-todo-poderoso. De qualquer forma, a questão é delicada. Quem vai bater o martelo, obviamente, é Dilma Rousseff, que, de um lado, terá de contrabalançar o custo de se sentar próxima a um suspeito de suborno e, de outro, levar em consideração os serviços prestados ao país por um obsessivo combatente da causa esportiva nacional.
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