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Acervo RR
Os maiores fabricantes de laticínios do Brasil abriram guerra contra a uruguaia Conaprole. Liderada por empresas como Lácteos Brasil e Itambé, a pressão para que o governo brasileiro imponha barreiras alfandegárias aos produtos lácteos do Uruguai mira no país vizinho, mas o alvo mesmo é a empresa. A Conaprole tem se tornado um intruso cada vez mais indesejável do lado de cá da fronteira. Sozinha, já responde por mais de 60% das exportações de leites e derivados do Uruguai para o Brasil. Os fabricantes brasileiros trabalham com a projeção de que este número chegará a 70% até o fim do ano. Os produtos da Conaprole têm uma inserção maior na Região Sul, não por coincidência uma das bases mais fortes da Lácteos Brasil. As empresas nacionais evocam como maior argumento para a implantação de barreiras fiscais a questão da reciprocidade. Elas têm encontrado enormes dificuldades para acessar o mercado uruguaio, seja via exportações, seja com a instalação de fábricas no país.
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