Cargill caminha na direção dos laranjais da Cutrale - Relatório Reservado

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Cargill caminha na direção dos laranjais da Cutrale

  • 9/07/2012
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Há um pé de laranja-lima brotando em terras que pareciam condenadas a  infertilidade. Oito anos após jogar uma pá de cal em sua operação de citricultura no Brasil, com a venda de todos os ativos para a Cutrale e a Citrosuco, a Cargill prepara seu retorno ao setor. Sua estratégia prevê um gradativo replantio de seus investimentos neste mercado. Em uma primeira etapa, o grupo deverá atuar exclusivamente como trading, com foco na comercialização de suco de laranja produzido por terceiros para os mercados norte-americano, europeu e asiático. A reentré seria uma antessala para o retorno da Cargill a  produção de suco concentrado no país. Mas, desta vez, nada de carreirasolo. De acordo com informações filtradas junto ao próprio grupo, os norte-americanos devem buscar uma associação com algum grande fabricante do setor. Neste caso, todos os caminhos levam na direção da própria Cutrale. O nome da empresa é entoado em prosa e verso dentro da Cargill. Outrora líder disparada no ranking mundial das exportadoras de suco de laranja, a Cutrale saiu da zona de conforto com a fusão da Citrovita, leia-se Votorantim, e Citrosuco, do Grupo Fischer, em 2010. Desde então, ganhou um concorrente global a sua altura. Entre outras medidas, a Cutrale tentou aumentar as vendas no mercado interno como hedge a  eventual perda de participação nas exportações brasileiras. A estratégia, no entanto, ainda não rendeu os resultados esperados. Procurada pelo RR, a Cutrale comunicou que não tem qualquer “informação oficial” sobre o assunto. A Cargill não quis se pronunciar. Na visão dos norte-americanos, a associação com a Cutrale seria altamente vantajosa para os dois lados. A Cargill voltaria ao mercado brasileiro montada em uma grande estrutura de produção e distribuição. Já a Cutrale ganharia uma injeção de recursos e gás novo na queda de braço com a dobradinha Citrosuco/Citrovita. O negócio criaria um grupo com base industrial em duas das principais regiões produtoras de laranja no mundo: São Paulo e Flórida. Um dos principais objetivos dos norte-americanos seria usar a nova base de produção no Brasil para atingir o mercado asiático, notadamente a China. O consumo de suco de laranja concentrado no país tem crescido, em média, 40% ao ano.

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