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Acervo RR
Antes de pensar no seu futuro, a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) vem tentando resolver pendências do passado. Nos últimos meses, a construtora tem feito enorme esforço para vender imóveis encalhados. Nos primeiros cinco meses do ano, mais de 80% das entregas teriam sido compostas por unidades em estoque, ou seja, não comercializadas no prazo entre três e seis meses após o lançamento oficial do empreendimento. A operação é fundamental para os futuros passos da companhia. Muitos dos principais projetos engatilhados na CCDI só deverão sair do papel após a empresa limpar a área e tirar esse peso dos ombros. O RR entrou em contato com a CCDI, mas a companhia não quis comentar o assunto. A freada de arrumação é mais uma tentativa da subsidiária da Camargo Corrêa de estancar seus prejuízos e reorganizar a casa. A CCDI fechou 2011 com perdas de R$ 192 milhões, contra um lucro de R$ 143 milhões no ano anterior. Olhando-se para os resultados dos primeiros três meses deste ano, o empenho comercial da empresa ainda não rendeu frutos. O lucro de R$ 6 milhões foi quase a metade dos ganhos registrados entre janeiro e março do ano passado. No comparativo do mesmo período, a receita pouco cresceu: passou de R$ 264 milhões para R$ 280 milhões. Não por acaso, paralelamente ao esforço comercial para reduzir os imóveis em estoque, a CCDI deve intensificar a estratégia de venda de participações em futuros projetos. Foi o caso da recente negociação para a Previ de suas ações na Torre Matarazzo, ainda em fase de construção na Avenida Paulista.
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