Pepsico mata a sede de aquisições no Rei do Mate - Relatório Reservado

Acervo RR

Pepsico mata a sede de aquisições no Rei do Mate

  • 2/07/2012
    • Share

O novo nº 1 de operações globais da Pepsico, o brasileiro Enderson Guimarães, parece ter incorporado o ex-presidente Lula. Há quem garanta que ele não passa dois dias dentro da empresa sem repetir o mantra: “Nunca na história deste país, investimos tanto”. Comprar virou o verbo da moda do grupo no mercado brasileiro. Após a incorporação da Mabel e em meio a s conversações para a aquisição da fabricante de biscoitos Marilan, os norte- americanos negociam a compra do Rei do Mate. Trata-se de uma operação dois em um. O Rei do Mate mistura na mesma cuia uma indústria de bebidas e um braço de varejo. Além de ser a quarta maior produtora de chás prontos do Brasil, a empresa detém uma das principais redes de fast food nacionais. Esta não é a primeira investida da Pepsico sobre a empresa. A primeira ocorreu em 2009, mas, a  época, as conversas não passaram do segundo copo. Desde então, a família Nasraui, dona do Rei do Mate, tratou de valorizar seu ativo. Em dois anos, a empresa passou de aproximadamente 200 para mais de 300 lojas e manteve um crescimento médio na faixa dos 10%. Seu faturamento neste ano deve ficar perto dos R$ 150 milhões. Procurada, a Pepsico informou “que está sempre avaliando o mercado em busca de oportunidades, mas não comenta planos de aquisição”. O Rei do Mate, por sua vez, não quis se pronunciar. Coincidência ou não, desde que Enderson Guimarães ascendeu ao altoescalão internacional da Pepsico, em setembro do ano passado, os norte-americanos abriram o cofre no Brasil. A compra da Mabel ficou em torno de R$ 900 milhões. A Marilan, por sua vez, estaria avaliada em mais de R$ 650 milhões – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 4.397. Mais alguns milhões de reais estão reservados para o Rei do Mate. Há ainda US$ 200 milhões que serão destinados a  expansão de fábricas e ao aumento do portfólio de produtos. A eventual aquisição, ressalte-se, representará uma inflexão na estratégia de negócios da Pepsico no Brasil. Além de agregar a marca de bebidas, o grupo passará a operar uma rede de fast food. Não chega a ser um cardápio inédito para a Pepsico. Ela foi responsável por trazer para o Brasil o Pizza Hut. No entanto, este não é exatamente um prato da boa lembrança. Após vários problemas, os norteamericanos passaram o negócio adiante.

Leia Também

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima