Teva muda sua posologia no Brasil - Relatório Reservado

Acervo RR

Teva muda sua posologia no Brasil

  • 19/06/2012
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Após frustradas tentativas de aquisição, a israelense Teva está revendo o princípio ativo e a dosagem da sua estratégia no Brasil. O novo receituário passa pela formação de joint ventures com laboratórios nacionais, focadas, sobretudo, na produção de genéricos. Há tratativas com a EMS, controlada por Carlos Sanchez. Ressalte-se que as conversas envolvem um acordo isolado com a empresa. Significa dizer que Aché, União Química e Hypermarcas, parcerias da EMS, na criação do “superlaboratório” BioNovis, vão passar ao largo da operação. As negociações entre Teva e Carlos Sanchez preveem a criação de uma empresa, com capital dividido meio a meio. Os israelenses teriam acesso a s duas fábricas da EMS, localizadas em São Bernardo do Campo e Hortolândia, em São Paulo. Procuradas, Teva e EMS não se pronunciaram até o fechamento desta edição . A Teva tem duas cartastrunfo na negociação com a EMS. A primeira é a capacidade de agregar tecnologia ao laboratório brasileiro. A empresa é um dos grandes fabricantes de genéricos do Oriente. Além disso, carrega no bolso cerca de US$ 300 milhões para investimentos no Brasil. Os recursos seriam integralmente usados na compra de empresas nacionais. As conversas mais recentes foram travadas com o laboratório Blau, do empresário Marcelo Hahn – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 4.373. As aquisições não estão inteiramente descartadas. No entanto, com o recente processo de consolidação do setor capitaneado por laboratórios nacionais, as opções na prateleira do mercado ficaram reduzidas.

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