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Acervo RR
Edson Bueno de Godoy faz mal a saúde. O alerta em tom jocoso tem sido insistentemente repetido entre os próprios executivos da Diagnósticos da América (Dasa). Desde que o dono da Amil se tornou o principal acionista da rede de laboratórios, a pressão arterial na empresa passou a ser de 20 por 15. O primeiro a sentir os efeitos da forte pulsação foi Marcelo Noll Barboza, que, em abril, depois de três anos e meio no cargo, deixou a presidência da Dasa por desavenças com Bueno. Agora, é a saúde profissional de seu sucessor, Romeu Cortês Domingues, que está sofrendo sobressaltos. O dono da Amil tem feito cobranças cada vez mais pesadas sobre Domingues e seus pares na diretoria. O sangue de Bueno ferve especialmente por conta da significativa queda das margens de lucro e do aumento dos custos operacionais nos últimos meses. O ano já se aproxima da metade e até agora não há sinais de melhora nos dois indicadores. Consultada pelo RR, a Dasa não quis se pronunciar. Bastaram apenas dois meses para a sólida relação entre Edson Bueno e Romeu Domingues apresentar sinais de fissura. Dentro da Dasa, já há quem aposte em nova e breve mudança na gestão. Presidente do Conselho de Administração da Dasa, Domingues foi nomeado para um mandatotampão de seis meses. No entanto, desde que assumiu, tem se articulado com os acionistas para ser efetivado e acumular os dois cargos. No entanto, fontes da companhia garantem que o executivo sequer completará o período de transição. A ver. O curioso é que Romeu Domingues foi escolhido para o cargo pelo próprio Edson Bueno. Fundador da rede de laboratórios CDPI, ele se tornou um dos colaboradores mais próximos do empresário desde que a companhia foi incorporada pela Amil, em meados de 2010. No primeiro trimestre do ano, a Dasa teve lucro de R$ 36 milhões, queda de 18% em comparação com igual período em 2011. Dificilmente o resultado semestral ficará muito longe. De acordo com informações filtradas junto a própria empresa, Domingues teria dado continuidade a uma estratégia lançada pelo seu antecessor, baseada na conquista de market share a partir da redução dos preços dos serviços. Outro índice motivo de discórdia: no mesmo período, as despesas operacionais cresceram aproximadamente 17%.
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