LVMH procura a beleza roubada nos cosméticos da Sephora - Relatório Reservado

Acervo RR

LVMH procura a beleza roubada nos cosméticos da Sephora

  • 29/05/2012
    • Share

Há menos luxo e glamour na operação brasileira da LVMH, holding que reúne alguns dos maiores objetos de cobiça de consumidores de todo o planeta. O grupo francês = que veste Givenchy, leva a tiracolo uma Louis Vuitton e tem sempre a  mesa um Dom Pérignon = vem enfrentando dificuldades para alavancar sua divisão de cosméticos no país. O maior projeto, a montagem de uma rede de lojas com a bandeira Sephora, enrugou antes mesmo de sair do papel. O primeiro ponto de venda deveria ter sido aberto no ano passado. No entanto, o cronograma desfez-se no ar, como perfume barato, com o adiamento da inauguração do JK Iguatemi, em São Paulo. Ainda assim, a LVMH não pode jogar toda a culpa nos ombros dos Jereissati, controladores dos shopping Iguatemi. Junho já está chegando e nem sinal das duas lojas que seriam instaladas no Rio de Janeiro e em São Paulo ainda neste semestre. A LVMH sequer conseguiu definir o local para a abertura dos estabelecimentos. Procurado pelo RR, o grupo não respondeu até o fechamento desta edição. Para todos os efeitos, a LVMH ainda não encontrou imóveis que se adequem ao projeto. As lojas da Sephora exigem espaços acima de 300 m². A esta altura, tal justificativa é até conveniente. Soa como esmero, rigor ou, no máximo, uma certa dose de preciosismo. No entanto, dentro do frasco haveria outros motivos mais sérios para o atraso na operação da Sephora. Por conta da crise na Europa, a LVMH estaria revendo seus investimentos do lado de cá do Atlântico. Neste momento específico, entre os franceses há dúvidas também quanto ao retorno do negócio, não obstante o Brasil ter se transformado, nos últimos anos, em hóspede generoso de míticas marcas internacionais. Segundo informações filtradas junto a  LVMH, a falta de definição criou uma zona de atrito entre a subsidiária e os franceses. A direção do grupo chegou a sugerir um Plano B: a abertura de quiosques que, dentro de uma estratégia de marketing, funcionariam como um abrealas das verdadeiras lojas multimarcas da Sephora. Mesmo com a perspectiva da posterior montagem de uma rede a  imagem e semelhança do modelo global da empresa , os próprios executivos da LVMH no Brasil tentam demover a matriz deste projeto demi bombe. Alegam que a proposta seria uma arriscada concessão aos padrões internacionais da Sephora, representando um cartão de visitas desfavorável a  imagem do negócio no Brasil. Ao mesmo tempo, os dirigentes da subsidiária olham para o próprio caixa. A estratégia -estepe certamente significaria uma redução do volume de investimentos aportado pela LVMH no país.

Leia Também

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima