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Acervo RR
Há uma espessa cortina de fumaça na Zona Franca de Manaus. O nevoeiro de gás carbônico sai dos canos de descarga da Yamaha, que está acelerando o giro do motor para cravar uma aquisição no país. Negocia a compra da Traxx, associação entre a Jialing, leia-se China South Group, e um grupo de investidores brasileiros. Apesar do investimento e da tecnologia do sócio asiático, a empresa não tem conseguido crescer no ritmo esperado pelos seus controladores. Mesmo com o aumento do portfólio, hoje composto por sete modelos, não há santo que consiga empurrar as vendas da Traxx ladeira acima. No ano passado, a custa de muitas promoções e uma política de preços na bacia das almas, a companhia atingiu 1% de market share. Mas a alegria durou pouco. Nos últimos meses, sua participação recuou para algo em torno de 0,85%. Procurada, a Traxx negou qualquer negociação com a Yamaha. Informou ainda que “não pode ser vendida” por se tratar de uma subsidiária da China South Group”. Não é o que pensa a Yamaha. Oficialmente, a companhia também nega o interesse. No entanto, informações filtradas junto a empresa revelam que os japoneses já teriam se calçado juridicamente quanto a possibilidade de compra da fábrica e da marca Traxx. A Yamaha acredita que consegue dar jeito na moto da Traxx. A ideia é usá-la como segunda marca, voltada a um público mais jovem. Curiosamente, os japoneses vislumbram em um produto que vende pouco o combustível para aumentar seu próprio market share. A empresa não consegue sair da casa dos 10% de participação no setor. Resta-lhe o duvidoso prêmio de consolação de ser a primeira entre as últimas do ranking. a€ frente dela, a milhas e milhas de distância, está a sua grande concorrente, a Honda, com quase 80% de market share.
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