Buscar
Acervo RR
A turma dos sem-fábrica tem sido obrigada a fazer cavalos de pau para se adequar ao novo regime tributário do setor automotivo. Que o diga o empresário Sergio Habib, comandante em chefe da JAC Motors no Brasil. Na tentativa de evitar ao máximo o repasse dos custos fiscais para o preço dos veículos e estancar a queda das vendas registrada nos primeiros meses de 2012, Habib vem cortando na própria carne. Os tempos de rentabilidade a cem por hora, que marcaram o início das operações da JAC no país, ficaram no acostamento. A empresa tem reduzido suas margens de lucro. Sobrou também para a rede concessionária, com o enxugamento das taxas de comissão. Os cortes mais profundos e dolorosos estão reservados para a área de marketing. A JAC – que fez o maior estardalhaço em seu lançamento, inclusive com a milionária contratação de Fausto Silva como garoto-propaganda – vem reduzindo gradativamente os gastos com publicidade. Do orçamento de R$ 140 milhões aprovado para o ano passado, foram gastos R$ 125 milhões. Para este ano, a redução deverá ser ainda mais significativa. Procurada pelo RR, a JAC confirmou que está ajustando seus custos ao novo regime tributário. A empresa informou também que ainda não redefiniu as verbas de marketing para este ano.
Todos os direitos reservados 1966-2026.