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Acervo RR
A JVC tornou-se um ponto de interrogação no Brasil. Nos últimos meses, o grupo japonês vem passando por uma espécie de fade out no país. Cortou investimentos, notadamente na área de marketing, e reduziu o número de lançamentos. Ao mesmo tempo, estaria convivendo com uma gradativa diminuição da sua rede de distribuição no país, que seria um reflexo da inflexível política de preços adotada pelos japoneses – algo que minou o relacionamento com algumas redes varejistas. De acordo com uma fonte que conhece de perto cada circuito da JVC, o clima na sede da subsidiária brasileira é desolador. Dentro da própria empresa, já há até quem fale em um gradativo processo de saída do Brasil, diante da dificuldade de concorrer com fabricantes mais bem posicionados, seja no segmento de áudio e vídeo, seja no mercado de som automotivo. Consultada pelo RR, a JVC não se pronunciou sobre as informações até o fechamento da edição. A história recente da JVC no Brasil não projeta um futuro dos mais promissores. A empresa cancelou projetos importantes do ponto de vista estratégico, como a expansão do portfólio na área de vídeo. Também perdeu preciosos pontos de market share em segmentos que sempre deram sustentação a sua operação no Brasil, sobretudo a venda de filmadoras e de som automotivo. De acordo com a fonte do RR, a própria direção da subsidiária brasileira se sente desestimulada com a postura dos japoneses, que não dão qualquer sinal de uma aposta mais firme e ousada no Brasil.
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