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Acervo RR
As ações da Recrusul deveriam ser negociadas no Bellagio Hotel e não na Bovespa. Pelo menos a julgar pelo que ocorreu na semana passada. A fabricante de implementos rodoviários e equipamentos de refrigeração rodou de lá para cá na roleta da Bolsa, impulsionada por uma série de boatos. Circularam no mercado informações de que a Recrusul vai reduzir a produção e promover cortes operacionais devido a turbulências financeiras. A empresa estaria ainda encontrando dificuldades para obter crédito. Surgiu também a informação de que a companhia saiu em busca de um comprador. Procurada pelo RR, a Recrusul negou os cortes de produção. Esclareceu também que “não está buscando crédito no sistema financeiro desde meados de 2011”. Informou ainda que Portocapital e Master Consultoria, dois dos principais acionistas, não têm intenção de venda do controle. Entre fatos e versões, o certo é que o tiroteio teve forte impacto negativo sobre as ações. Na quinta e na sexta-feira da semana passada, as cotações caíram 14%. De certa forma, o desempenho recente da empresa ajuda a alimentar as mais pessimistas especulações. A empresa fechou os últimos três anos no vermelho, com prejuízos superiores a R$ 50 milhões. O passivo de longo prazo chegou aos R$ 67 milhões no fim de 2011, para um patrimônio negativo de R$ 47 milhões
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