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Acervo RR
A Vulcabras não está nem aí para os apelos de Dilma Rousseff a s empresas nacionais. Entre atender a pressão do governo por mais investimentos e resolver seus problemas particulares, os controladores da fabricante de calçados não pensaram duas vezes. Após demitir mais de oito mil funcionários, a companhia pretende deslocar para a China boa parte da sua produção. Os acionistas da Vulcabras querem se valer dos custos mais baixos de produção em solo chinês. A empresa passaria a importar entre 30% e 40% do volume comercializado no Brasil. Consultada pelo RR, a Vulcabras negou a transferência de produção. No entanto, de acordo com um executivo próximo a empresa, seus controladores já vêm mantendo conversas com investidores chineses para a abertura de três fábricas no país. Por ora, o investimento na China não será acompanhado do fechamento de plantas industriais no Brasil. Até porque, se cerrar as portas de mais alguma unidade, é melhor a empresa se mudar de vez para o Oriente. No ano passado, a companhia desativou sete fábricas – uma no Rio Grande do Sul e o restante na Bahia. A empresa calcula que reduzirá seus custos operacionais de 25% a 30% com a medida. Com isso, ela espera recuperar as margens perdidas em 2010 e, sobretudo, 2011, seu annus horribilis. No exercício passado, a companhia amargou prejuízo de R$ 315 milhões.
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