Mercantil do Brasil é palco de uma intentona societária - Relatório Reservado

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Mercantil do Brasil é palco de uma intentona societária

  • 16/04/2012
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Há mais um ovo da serpente prestes a eclodir no conhecido ofidiário do Banco Mercantil do Brasil. Em vez de selar um armistício, como se imaginava, a nomeação para o Conselho de Administração de Daniela e Patrícia Araújo, filhas do acionista minoritário Sergio Araújo, esgarçou ainda mais o tecido societário da instituição. Aproveitando- se desta nesga de poder que ganhou, Sergio estaria articulando uma operação com o objetivo de liderar um take over e assumir o controle do banco. Filho de um dos fundadores do Mercantil, Vicente Araújo, Sergio é dono de apenas 6% do capital ordinário, mas tem razoável ascendência sobre outros minoritários. A participação de seus aliados somaria cerca de 15%. A ideia de Sergio Araujo seria procurar reforço externo, um sócio que compartilhasse a fatura da compra das ações em poder dos majoritários e com o qual pudesse dividir o controle do Mercantil. Recentemente, Sergio teria procurado um banco de porte médio, mas as conversas não avançaram. Seu radar aponta também na direção de fundos de investimento. “Araújo versus Araújo” é um filme sempre em cartaz no Mercantil. Um dos mais recentes entreveros se arrastou por cerca de dois anos, mais precisamente até abril de 2011, quando os acionistas controladores autorizaram a posse de nomes indicados pelos minoritários no Conselho de Administração. Ainda assim, nada de cessar-fogo. Sergio Araujo reclama de ter sido alijado da gestão executiva por Milton Araújo, um dos maiores acionistas do Mercantil e seu principal desafeto. Ao mesmo tempo, tem feito críticas cada vez mais pesadas a Milton por conta da performance do banco. Procurado pelo RR, o Mercantil do Brasil informou que “não pode cercear eventuais iniciativas individuais de qualquer um de seus acionistas”. O banco esclareceu, no entanto, que seus acionistas majoritários não têm qualquer intenção de vender o controle. Negou ainda que exista qualquer pressão por parte dos minoritários em relação ao desempenho da instituição. No entanto, uma das fontes ouvidas pelo RR, ligada ao Mercantil, garante que Sergio Araújo tem feito recorrentes cobranças a  direção do banco e usado os números recentes para persuadir os minoritários a aderir a  sua articulação para a compra do controle. Em 2011, o Mercantil teve um lucro de R$ 90 milhões, queda de 33% em comparação com o exercício anterior. No mesmo período, a rentabilidade sobre o patrimônio caiu de 22% para 13,1%. Verdade seja dita, este último número está mais em linha com a lucratividade do banco nos últimos anos. Entre 2007 e 2011, a rentabilidade média sobre o patrimônio foi de 11,46%.

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