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Acervo RR
O Brasil tornou-se o sal da terra nos negócios de Gustavo Grobocopatel, um dos maiores nomes do agronegócio na Argentina. O empresário, que recentemente vendeu 20% da brasileira Ceagro para a Mitsubishi, está arando o solo para a sua estreia no mercado mobiliário brasileiro. Grobocopatel estuda duas hipóteses: a abertura de capital da própria Ceagro ou, então, de sua holding no país, a Los Grobo Brasil. Esta última é controlada pela companhia-mãe do empresário na Argentina, a Los Grobo, detentora de 66,6%, e pelo Vinci Partners, de Gilberto Sayão, dono de 33,3%. Nos dois casos, a ideia é ofertar em Bolsa até 25% do capital. Os recursos amealhados na Bolsa serão destinados a reforçar os dois pilares de Gustavo Grobocopatel no Brasil: a compra de terras e o cultivo de grãos, notadamente para exportação. Aliás, Grobocopatel tem apostado a maior parte de suas fichas do lado de cá da fronteira, em detrimento da própria Argentina. Os resultados justificam sua postura brasilianista. O faturamento da Ceagro na última safra foi da ordem de R$ 600 milhões, quase 50% a mais do que na colheita anterior. Forte na produção de soja e milho, a empresa prepara para a sua primeira safra de algodão, plantado na Bahia.
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