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Acervo RR
As operações do magnata mexicano Ricardo Salinas no Brasil estão diante de um enigma de Tostines: é a paralisia da Elektra que engessa o Banco Azteca ou o engessamento do Banco Azteca que paralisa a Elektra? A rede varejista e a instituição financeira caminham lado a lado no país como se estivessem com os pés atados, em um ritmo que nada tem a ver com os planos inicialmente traçados por Salinas. No caso da Elektra, a meta de chegar a 1,5 mil lojas até 2015 já havia sido lançada ao mar no Golfo do México há pelo menos dois anos. No entanto, a empresa não tem conseguido sequer abrir 50 pontos de venda por ano, como rezava o novo planejamento estratégico. A entrada em outros estados do Nordeste – a companhia permanece restrita a Pernambuco, com pouco mais de 60 lojas – deverá ser postergada para 2013. Os negócios de Ricardo Salinas no Brasil vivem um momento sui generis. É como se Elektra e Azteca fossem duas empresas separadas pelo mesmo dono. Haveria, inclusive, um quadro de rivalidade e um jogo de empurra entre seus dirigentes. Segundo um executivo ligado a rede varejista, diretores da Elektra estariam atribuindo o lento crescimento a ausência de maior empuxo financeiro do Banco Azteca, responsável pelas operações de crédito da rede. Na instituição financeira, o consenso é que o banco não avança em virtude dos limites de crescimento da empresa varejista. O fato é que, a exemplo do que ocorre no varejo, os planos de Salinas para o Azteca ainda não se consumaram na dimensão esperada. O empresário chegou a ensaiar um aumento de capital no ano passado, mas a operação foi adiada. Resultado; o Azteca em nada lembra sua matriz, dona de uma das maiores operações de crédito direto ao consumidor do México. Seu patrimônio líquido está estagnado na casa dos R$ 30 milhões há cerca de dois anos. Sua carteira de crédito soma algo em torno de R$ 40 milhões, um volume ínfimo para a ordem de grandeza das principais financeiras do país.
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