Brasil derrapa no ranking doméstico da Scania - Relatório Reservado

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Brasil derrapa no ranking doméstico da Scania

  • 15/03/2012
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O ano de 2012 promete ser tão inesquecível para a Scania como foi o de 2011, mas com sinais trocados. Se, no ano passado, a montadora registrou uma venda recorde de caminhões e ônibus, a maior das últimas duas décadas, as perspectivas para os próximos meses são desalentadoras. Pelos cálculos dos suecos, o crescimento não deve passar dos 5%, menos da metade do índice alcançado na bonança de 2011. No segmento de ônibus, por exemplo, as perspectivas são ainda piores. Segundo informações filtradas junto a  própria Scania, as vendas devem girar em torno de 28 mil unidades, contra 35 mil no ano passado. Este cenário atropelou os planos da Scania no Brasil. A montadora já teria mandado para a garagem o projeto de fabricar caminhões superpesados. Os investimentos na produção de veículos médios também estão sendo revistos. O recuo tem forte impacto sobre toda a estrutura global da Scania. Hoje, o Brasil é o maior mercado do grupo em todo o mundo. Qualquer queda no percentual de vendas, por menor que seja, provoca abalos sísmicos tanto nos resultados quanto no planejamento da montadora. Os investimentos previstos para o Brasil em 2012 giravam em torno dos R$ 80 milhões. Mexe daqui, ajusta acolá, dificilmente este número ultrapassará a marca dos R$ 40 milhões, segundo um executivo ligado a  própria empresa. Procurada pelo RR, a Scania negou mudanças no plano de investimento. A direção da Scania no Brasil começa a procurar estradas vicinais para compensar a queda das vendas no mercado interno. A subsidiária tem se movimentado com o objetivo de aumentar as exportações. Os alvos são os países da América Latina, além de Oriente Médio, africa do Sul e Coreia do Sul. As negociações vêm sendo conduzidas com o maior cuidado, para evitar colisões com outras subsidiárias do grupo, sobretudo na Europa. Ainda assim, apesar de todo o esforço, a filial brasileira já vai se contentar com a exportação de aproximadamente cinco mil caminhões, ou 15% a mais do que no ano passado. Em tempo: a Scania do Brasil disputa uma espécie de campeonato doméstico. Após três anos de liderança, a subsidiária corre o risco de perder o posto de maior operação mundial do grupo. Caso as estimativas de vendas se confirmem, a filial poderá ser ultrapassada por Rússia e Alemanha.

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