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Acervo RR
Ao que tudo indica, o banqueiro Roberto Setúbal estava olhando para o próprio umbigo ao declarar recentemente no México que o governo brasileiro deveria ser mais flexível na aplicação das regras do Basileia 3 – caso contrário, os bancos teriam de reduzir o crédito. O Basileia 3 exige reforço no capital das instituições financeiras para aumentar a segurança do sistema. No caso do Brasil, alguns bancos precisam de mais capital e outros de menos, dependendo do chamado crédito tributário. Pelo jeito, o Itaú está no primeiro grupo, pois, internamente, já se fala em uma taxa de crescimento da carteira de crédito em torno de 10% em 2012, índice inferior ao prometido na divulgação do balanço de 2011 do banco. Na ocasião, a previsão anunciada ao mercado ficou ao redor de 17%. Dado o interesse do governo em estimular o crescimento econômico, esse discurso – o de que rigor na aplicação do Basileia 3 representa menos crédito – pode render frutos para o Itaú se o Banco Central amenizar a aplicação da regra. Até porque, no caso do banco dos Setúbal, a revisão no crescimento da concessão de financiamentos é também uma resposta forçada ao aumento dos índices de inadimplência da instituição, notadamente no início do ano.
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