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Acervo RR
O banqueiro Aloysio Faria está se reinventando mais uma vez. A metamorfose diz respeito aos seus negócios em hotelaria. Faria – que há pouco mais de três anos esteve perto de vender a rede Transamérica e fazer seu check out do setor – elegeu a área como uma das prioridades empresariais do Grupo Alfa para os próximos anos. A Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 justificam o corrupio. A aposta no setor será acompanhada de uma mudança de estratégia, já aprovada por Faria. Em vez de ser dono dos imóveis ou mero gestor de hotéis, como ocorre hoje, o Grupo Alfa vai investir na compra de participações em empreendimentos. A prioridade deixa de ser o negócio imobiliário ou hoteleiro strictu sensu, dando lugar a montagem de um colar de ativos no segmento. O projeto passa pela transformação da Transamérica Hospitality Group, subsidiária do Alfa que hoje administra 20 hotéis de terceiros, em uma holding voltada a aquisição de participações tanto em projetos hoteleiros quanto em empreendimentos já em operação. A ideia do grupo é ter até 30% do capital. A Transamérica Hospitality vai também assumir a gestão dos hotéis. Este duplo chapéu – o de investidor e de operador – será a nova marca da companhia. A guinada estratégica vai atingir os dois hotéis próprios da Transamérica – um em São Paulo e outro em Comandatuba (BA). O grupo pretende vender os dois imóveis, mantendo apenas uma participação minoritária no negócio, conforme a sua nova configuração estratégica. Os hotéis, aliás, não vão deixar saudades. Ambos tiveram um crescimento médio da ordem de 15% nos últimos três anos. A comparação doméstica é ingrata. O faturamento da Transamérica Hospitality avançou 40% no ano passado. Parte dos recursos para as primeiras aquisições já está a caminho do caixa. A empresa está vendendo uma área na Avenida Lucio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde seria construído o Transamérica Rio de Janeiro, um hotel de luxo. Com a negociação do terreno e o cancelamento do projeto, a Transamérica deverá ficar com uma sobra de aproximadamente US$ 100 milhões no cofre. Faria deverá colocar mais algum do próprio bolso. Em um primeiro momento, as aquisições ficarão concentradas no eixo Rio-São Paulo. O próximo passo seria o Nordeste.
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