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Acervo RR
A Natan tornou-se pivô de um enredo recheado de intrigas, maledicências e uma burlesca tentativa de venda. Os protagonistas desta história são dois consultores do Rio de Janeiro, exexecutivos da própria empresa. Fontes ligadas a rede de joalherias identificaram que Carlos Vaisman e Claudio Zohar, que comandaram a gestão da Natan por meio da consultoria Comatrix, lançaram um balão de ensaio com o objetivo de forçar a venda da companhia. Os dois executivos estariam oferecendo o controle da Natan ao empresário Nelson Kaufman, dono da concorrente Vivara, sem anuência dos acionistas da empresa. Segundo as mesmas fontes, eles estariam, inclusive, valendo- se de informações estratégicas obtidas durante sua passagem pela Natan para tentar colocá-la no colo de Kaufman. Segundo o RR apurou, a família de Natan Kimelblat, fundador da rede de joalherias, não trabalha com a hipótese de venda da empresa. Pelo contrário. No momento, os herdeiros de Natan, que estão a frente da gestão, trabalham em um importante processo de reestruturação empresarial. O objetivo é ganhar fôlego para reinvestir na expansão das lojas. De acordo com as fontes ouvidas pelo RR, Carlos Vaisman e Claudio Zohar não deixaram saudades na Natan. Entre a família, a percepção é a de que a empresa, mesmo com todas as dificuldades financeiras, ainda estava bem melhor antes da passagem dos dois executivos pela gestão. A dupla teria deixado para trás uma plantação de abacaxis que os herdeiros de Natan Kimelblat têm sido obrigados a descascar. Procurada pelo RR, a Comatrix negou qualquer movimentação para a venda da Natan. Informou também que Carlos Vaisman não faz mais parte de seus quadros. A empresa garantiu ainda que os resultados de sua gestão na rede de joalherias foram positivos.
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