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Acervo RR
A Camargo Corrêa está com a tesoura e a fita métrica na mão. A empreiteira quer usar sua condição de principal acionista individual (49,6%) para refazer o design societário da Tavex, maior fabricante de tecidos para jeans do mundo. Sua intenção é ejetar da companhia as espanholas Caixa de Aforros de Vigo, Ourense e Pontevedra e Perez-Nievas Heredero, donas de quase 9% do capital. Prejudicada pela crise econômica em seu país natal, a dupla ibérica tornou-se o fio mais frágil na teia acionária da Tavex. Mais do que isso: transformou-se em um estorvo para os demais sócios. As duas empresas não estariam fazendo os aportes combinados na fabricante de tecidos. A Camargo Corrêa estuda duas hipóteses para viabilizar a saída da Caixa de Aforros de Vigo, Ourense e Pontevedra e da Perez-Nievas Heredero. Uma delas é comprar diretamente as ações de ambas. A outra é aproveitar a oportunidade e usar a participação da dupla como isca para fisgar um novo sócio, preferencialmente um fundo de investimento capaz de reforçar o capital da tecelagem. A Tavex não vem nadando em dinheiro. Fechou os últimos três anos no vermelho e, em 2011, enfrentou uma drástica reestruturação, com cortes de custos e redução da produção. A empresa passa também por mudanças em sua estratégia internacional. As duas fábricas no México ampliarão ainda mais as vendas para os Estados Unidos, em detrimento de outros países nas Américas.
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