Benjamin Steinbruch vai bater lata na Metalic - Relatório Reservado

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Benjamin Steinbruch vai bater lata na Metalic

  • 23/02/2012
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A biruta de Benjamin Steinbruch mudou de direção. Ao menos no que diz respeito a  produção de latas de aço, que sempre foi tratada como um negócio periférico dentro da CSN. A Metalic, subsidiária do grupo, passou a ser vista pelo empresário como uma operação estratégica. De acordo com uma fonte ligada a  siderúrgica, a direção da empresa tem discutido hipóteses para expandir sua presença neste segmento. Em vez da construção de uma segunda linha de montagem da Metalic, projeto que estava em estudo, a CSN decidiu comprar pronto. Saiu em busca de ativos no setor. Segundo a mesma fonte, a companhia vem mantendo negociações com a Metalgráfica Iguaçu, controlada pelo Grupo Merisa. Suas fábricas, localizadas em Ponta Grossa (PR) e São José do Rio Preto (SP), têm capacidade para produzir cerca de 20 milhões de latas de aço por mês. Procurada pelo RR, a CSN negou a negociação. Já a Iguaçu classificou a informação como “boatos de mercado”. Com base na cotação em Bolsa, sem contemplar um eventual prêmio de controle, a Iguaçu está avaliada em aproximadamente R$ 200 milhões. O mercado, aliás, já sentiu o cheiro de fumaça saindo das chaminés da empresa paranaense. Para os seus padrões históricos, as ações da Iguaçu tiveram seus 15 minutos de fama na BM&F Bovespa. Nos quatro últimos dias de janeiro, o volume médio de negociação foi de R$ 2,7 milhões. É quase 20 vezes mais do que a média diária registrada nos 17 pregões anteriores – aproximadamente R$ 138 mil. A eventual compra da Iguaçu aumentará em praticamente um terço a capacidade de produção da Metalic, hoje na casa das 70 milhões de latas por mês. No entanto, tão ou mais importante do que a expansão da escala será a possibilidade de diversificação do portfólio da empresa. Parte expressiva da produção da Iguaçu é destinada a  indústria de alimentos, segmento no qual a subsidiária da CSN tem menor inserção. Seria uma forma, inclusive, de Benjamin Steinbruch ganhar maior poder de barganha e, finalmente, curar o complexo de patinho feio da Metalic, um negócio que jamais embalou, não obstante a notória sinergia com a CSN. Benjamin sempre enfrentou fortes dificuldades para concorrer com os grandes fabricantes de latas de alumínio, como Rexam e Crown.

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