Buscar
Acervo RR
A Nikon está olhando para o mercado brasileiro assim como uma ave de rapina mira sua presa. O alimento em questão é a Kodak. A companhia japonesa está convicta de que a crise financeira da concorrente nos Estados Unidos vai respingar em seus negócios no Brasil. A Nikon pretende aproveitar esse momento de fragilidade para ganhar market share em cima da Kodak. No total, os aportes previstos para os próximos três anos devem passar dos R$ 120 milhões. O tamanho do seu apetite pode ser medido pelo seu principal projeto. Os japoneses vão, enfim, partir para a construção de sua primeira fábrica de máquinas digitais no Brasil – investimento que vai e volta há mais de dois anos. Outra medida é a expansão da rede de revendNaa. Mais uma vez, o alvo é a Kodak. A Nikon acredita ser possível cooptar distribuidores que hoje trabalham para os norte- americanos. Hoje, a Nikon é um retrato em três por quatro no mercado brasileiro. Detém apenas 1% das vendas de máquinas digitais. Seus planos, no entanto, não cabem na lente. Os japoneses esperam chegar a 2014 com um market share próximo dos 15%. Trata- se de uma meta ousada para quem até hoje nunca passou de coadjuvante no Brasil. Por isso mesmo, a Nikon decidiu comandar mais de perto suas operações locais. Recentemente, assumiu a distribuição de seus produtos no país, papel que cabia a TTanaka e a Udenio.
Todos os direitos reservados 1966-2026.