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Acervo RR
Está difícil encontrar nas prateleiras um remédio para o impasse entre a União Química e a Biolab. O motivo de discórdia é o processo de descruzamento societário entre as duas empresas, que parecia quase fechado. O ano de 2011 acabou e os irmãos Fernando, Paulo e Cleiton Marques ainda não teriam chegado a um consenso em relação a divisão de seus negócios. Fernando, acionista majoritário da União Química, negocia a compra da participação dos irmãos, que detêm 35% da empresa. O problema é a recíproca. Paulo e Cleiton, controladores da Biolab, querem o jogo de volta, ou seja, a aquisição dos 27% do “mano” na companhia. Fernando, no entanto, tem resistido a abrir mão da participação. Quer fazer uma espécie de descruzamento capenga, que venta lá, mas não venta cá. Ao mirar o futuro da Biolab, Fernando Marques parece enxergar algo que eventualmente ainda está entre as brumas. A empresa é hoje um dos ativos do setor mais cobiçados por laboratórios internacionais. Diante de uma eventual transferência do controle da Biolab, Fernando teria duas possibilidades igualmente valiosas. Poderia vender sua participação ao novo acionista majoritário com um valuation ainda maior ou, então, colocar a própria União Química dentro deste frasco. Ele teria a possibilidade de negociar a inclusão de seu laboratório na operação e se tornar parceiro de um forte grupo internacional, mesmo ficando com uma fatia minoritária no capital da nova empresa.
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