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Acervo RR
As gestões entre o Ministério da Defesa e a britânica BAE Systems para a compra de três fragatas de patrulha oceânica caíram como um míssil no Planalto. Diante da imediata insatisfação da Marinha, Dilma Rousseff está disposta a intervir na questão e suspender as negociações. A simples negociação foi compreendida pela Marinha como uma tentativa do ministério de driblar o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper). Criado pela própria Marinha, o Prosuper prevê a compra de cinco fragatas de seis mil toneladas, cinco escoltas de duas mil toneladas e um super navio de apoio de 22 mil toneladas, um investimento entre quatro e seis bilhões de euros. O projeto estabelece uma série de exigências de nacionalização dos equipamentos com o intuito de fomentar a indústria naval nacional. A eventual aquisição das fragatas da BAE Systems furaria a premissa da nacionalização, uma vez que todas elas foram construídas em estaleiros ingleses. Além disso, outro fato aumentou a insatisfação da Marinha. As embarcações passam ao largo de uma série de especificações técnicas previstas no Prosuper. Há ainda o fator preço. Recentemente, o governo de Trinidad & Tobago não aceitou pagar US$ 300 milhões pelas fragatas, mesmo valor fixado para o Brasil.
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