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Acervo RR
a€ luz do dia, o presidente da International Paper na América Latina, Jean- Michel Ribieras, garante que o projeto de instalação da segunda linha para a produção de papel de imprimir e escrever na fábrica de Três Lagoas (MS) continua de pé; na penumbra da noite, no entanto, o investimento é tratado pelos próprios executivos da empresa no Brasil como carta fora do baralho. Para os norte-americanos, as condições de mercado não justificam a execução de um investimento orçado em mais de US$ 400 milhões nem mesmo em 2013, data prevista para o início das obras. Não obstante estar operando a quase 100% da sua capacidade, o baixo crescimento da demanda é um inibidor. Nos últimos dois anos, o consumo de papel de imprimir e escrever no país cresceu, em média, 3%. Se o seu antecessor, Massimo Pacheco, já olhava para o projeto com resistência, Ribieras, então, é a cautela elevada ao cubo. O executivo, no cargo desde o início de 2010, estaria disposto a só reavaliar o empreendimento daqui a três ou quatro anos. Não será o primeiro adiamento. Nas primeiras páginas escritas pelos norte-americanos, a nova linha de montagem sairia do papel em 2012.
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