Citibank entoa um réquiem para Gustavo Marín - Relatório Reservado

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Citibank entoa um réquiem para Gustavo Marín

  • 1/12/2011
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Depois de mais uma década, a gestão Gustavo Marín está chegando ao seu crepúsculo. O Citibank prepara uma série de mudanças que, segundo uma alta fonte do próprio banco, terão como último capítulo a saída de Marín, número 1 da operação brasileira desde meados de 2001. As modificações – conduzidas diretamente por Manuel Medina-Mora, CEO global da unidade de Consumer Banking do grupo – seguirão uma espécie de efeito cascata. O venezuelano Francisco Arrigueta está assumindo o comando da divisão de Consumer Banking em toda a América Latina, a  exceção do México. As peças de dominó vão cair até a gestão do Citi no Brasil. Gustavo Marín permanecerá a  frente apenas das unidades de Consumer Banking e de pequenas e médias empresas. Todas as demais áreas da subsidiária até então pilotadas pelo executivo, incluindo a Credicard, já estão se reportando diretamente a Arrigueta e a  matriz. É o início do fim. De acordo com a mesma fonte, a mudança é apenas um rito de passagem para a saída definitiva de Marín. No próprio Citi, já se dá como certa a indicação de Leonel Andrade, presidente da Credicard, para o comando da operação brasileira. A iminente saída de Gustavo Marín representa o fim de um reinado que nunca existiu – a não ser na cabeça do próprio executivo, que sempre posou como se não houvesse Nova York e o Citi do Brasil começasse e terminasse nele próprio. Marín jamais gozou desta decantada autonomia. Mas, ao longo de sua gestão, foi se aproveitando de espaços vazios deixados pela matriz, o que lhe permitiu ocupar cavilosidades e parecer, ao menos fora do banco, maior e mais poderoso. Hoje, a imagem de Marín junto ao board do Citi caminha na direção contrária deste personagem que ele sempre se empenhou em vender. Durante a sua administração, o banco nem sequer avançou no varejo e tampouco compensou esta lacuna com um crescimento sólido na área corporativa. O próprio desinteresse da banca nacional por sua aquisição mostra a desimportância que o Citi alcançou no mercado brasileiro. O desgaste na relação entre o Citi e Gustavo Marín chegou a quele ponto do casamento em que qualquer gota vira uma tempestade. Um exemplo: recentemente, o grupo reuniu os head offices de suas 30 maiores operações mundiais para uma rotineira bateria de testes psicotécnicos, com o objetivo de medir a capacidade do executivo em quesitos como gestão de pessoas e gerenciamento de crises. Marín ficou em 30º lugar. Seus – súditos – não perdoaram. Seu desempenho tornou-se motivo de chacota nos corredores do Citi no Brasil.

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