CCR e Ecorodovias montam uma bateria aérea contra a OHL - Relatório Reservado

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CCR e Ecorodovias montam uma bateria aérea contra a OHL

  • 30/11/2011
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Um anabolizado grupo de potenciais candidatos aos leilões do setor aeroportuário despachou para Brasília uma tropa de lobistas. Capitaneadas pela CCR e pela Ecorodovias, estas empresas estão tentando de forma sinuosa mudar as regras do jogo para a licitação de terminais aeroportuários. Elas pressionam o governo a usar nos leilões o modelo de maior ágio e não o de menor tarifa na prestação dos serviços. Usam como principal argumento a urgência do governo em adequar a infraestrutura aeroportuária a  demanda que será gerada pela Copa do Mundo e pela Olimpíada. Seguindo essa linha de raciocínio, estas empresas alegam que o modelo de tarifa mais baixa poderá levar os consórcios vencedores a retardar investimentos inadiáveis. Até faz sentido. No entanto, por de trás desta justificativa plausível e aparentemente eivada de boas intenções, a Casa Civil enxergou uma ardilosa manobra. O real objetivo destas concessionárias seria jogar um urubu nas turbinas da OHL. CCR, Ecorodovias e cia. temem que se repita nas licitações de aeroportos o que ocorreu nas mais recentes rodadas de concessões rodoviárias, quando os espanhóis deram uma lavada,. A ANTT utilizou nos leilões exatamente o critério da oferta da menor tarifa para o pedágio. O receio dos adversários da OHL se justifica pelo fato de que os espanhóis deverão disputar os leilões aeroportuários com um poder de fogo muito maior. Ao contrário do que ocorre no segmento rodoviário, no qual trafega sozinho, desta vez o grupo terá a seu lado um parceiro: a conterrânea Aena, que administra aeroportos na Europa. Diante da possibilidade de dividir os futuros investimentos, é de se imaginar que a OHL terá uma flexibilidade ainda maior na definição de suas tarifas. Além da pressão pela mudança do modelo do leilão, os emissários da CCR, Ecorodovias e congêneres em peregrinação pelos gabinetes de Brasília têm demonstrado que não há limites quando se trata de atingir o adversário. Com a finalidade de desqualificar a OHL, vêm tentando convencer parlamentares e diversas autoridades que, para compensar as baixas tarifas apresentadas nos leilões, o grupo espanhol teria reduzido substancialmente os investimentos nas rodovias. Na ANTT, o argumento não cola. Segundo dados filtrados junto a  própria Agência, os ibéricos vêm cumprindo o cronograma de aportes em suas concessões. Os investimentos já feitos desde 2008 somam quase R$ 2,5 bilhões. A companhia antecipou em um ano a meta de pavimentação de 70% das estradas, prevista no edital apenas para o fim de 2012. Para os próximos quatro anos, o desembolso será de R$ 2,7 bilhões.

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